Bruno cita relação amistosa entre PSDB e PMDB e aliança com Cartaxo no 2º turno

Bruno-Cunha-Lima-02O deputado estadual Bruno Cunha Lima (PSDB) foi uma das presenças que mais chamou a atenção da imprensa, na manhã desta segunda-feira (16), na sede estadual do PMDB, durante ato de filiação à legenda dos deputados Ricardo Marcelo e Jullys Roberto, ambos ex-PEN. Primo do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) – adversário político de várias eleições contra os peemedebistas -, Bruno destacou o relacionamento amistoso que os tucanos mantém atualmente com ala do PMDB, especialmente, com o deputado federal Manoel Júnior (PMDB), pré-candidato a prefeito de João Pessoa.

Questionado sobre a sua presença no evento do PMDB, Bruno afirmou que o gesto era apenas em consideração aos amigos Ricardo Marcelo, Jullys Robertos e com ex-deputado Márcio Roberto. “É prestigiá-los no momento de chegada deles ao partido, sigla importante no processo eleitoral de João Pessoa e da Paraíba como um todo e, sobretudo, o reconhecimento de uma ala importante do PMDB que sempre esteve conosco, um bom relacionamento vide as últimas eleições”, disse o deputado.

O deputado também não descartou uma possível união do PSDB com o PMDB já nas próximas eleições municipais este ano, na Capital. Ele ainda deixou transparecer um possível apoio ao atual prefeito Luciano Cartaxo (PSD), em um eventual segundo turno da disputa.

“De fato, o PSDB nos próximos dias deverá tomar uma postura em relação as eleições de João Pessoa. É, claro, que no tabuleiro dessas decisões conta também, afora num processo futuro, uma possibilidade de discussão com o prefeito Luciano Cartaxo (PSD), mas também devemos levar em consideração uma ala importante do PMDB que já nos acompanhou no outro processo eleitoral, inclusive, com o deputado Manoel Júnior”, comentou.

Por fim, Bruno não confirmou se o modelo de possível aliança PSDB/PMDB poderá vingar em outros municípios, a exemplo de Campina Grande. “Não sei, cada qual é cada qual, não sei como fazer uma projeção em cima de especulação”, concluiu.

Por Ângelo Medeiros – WSCOM