Câmara de Bayeux aceita de denúncia contra Berg Lima e defesa de prefeito revela tranquilidade: ‘Sem fato e sem prova’

A Câmara Municipal de Bayeux aceitou denúncia contra o prefeito Berg Lima. O pedido de cassação do mandato do prefeito foi protocolado por Zé Carlos, liderança conhecida como “Carne de Pato”, que faz oposição à atual gestão. A Câmara já rejeitou outras duas denúncias contra Lima.

A nova denúncia se baseia em supostas irregularidades no pagamento do adicional noturno dos guardas-municipais da cidade. Conforme a denúncia, esses pagamentos eram efetuados a profissionais que trabalhavam no período matutino, que teoricamente não deveriam receber a gratificação. Essas irregularidades foram alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara.

A defesa do prefeito Berg Lima (Podemos) informou que a denúncia não tem vinculação com o gestor e que não há base para cassação de mandato. “Pelo que foi lido no plenário da câmara, não conseguimos observar qualquer fato ou prova a indicar motivação sobre a cassação de Berg Lima. Na raquítica denúncia, há apenas breves relatos sobre suposto ato praticado pelo ex secretário de segurança do Município, que ao escalar alguns agentes da guarda para o trabalho noturno, teria assim contribuído para o pagamento de adicional noturno destes guardas, nesse sentido, não resta dúvida que esse valor é devido e legal, além disso não há indicação alguma sobre qualquer infração político administrativa perpetrado pelo Prefeito. Na verdade, é mais uma denúncia infundada, orquestrada por alguns vereadores da oposição, no intuito de tentar através de um golpe retirar o Prefeito do cargo, visto que pelo trabalho que o Prefeito vem realizando na Cidade, seria impossível, através do voto vencer as eleições”, informa o advogado Inácio Queiroz

Contexto

Berg Lima já havia sido alvo de dois pedidos de cassação, mas a Câmara o inocentou em ambas as ocasiões.  Da primeira vez, a denúncia foi baseada na investigação do Ministério Público no processo que levou à prisão preventiva do prefeito, em julho de 2017. A outra denúncia acusava o gestor de supostas contratações fantasmas de veículos. Se acatada a nova denúncia, a Casa formará uma comissão processante que terá 90 dias para concluir o processo. O prefeito só perde o mandato se 12 dos 17 vereadores votarem favoráveis à cassação do mandato.

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