Campeã no Judô e estudante de Direito: Quem é autora do gol que levou a Holanda à primeira final de Copa do Mundo

Campeã no Judô e estudante de Direito: Quem é autora do gol que levou a Holanda à primeira final de Copa do Mundo

Holanda está pela primeira vez na final de uma Copa do Mundo feminina. Depois de bater a Suécia na semifinal por 1 a 0, na prorrogação, as Laranjas Mecânicas agora enfrentam os Estados Unidos na partida decisiva da competição. Você acompanha a final em TEMPO REAL neste domingo (7) a partir do meio-dia (de Brasília).

O único e importante gol do jogo foi marcado por Jackie Groenen. Camisa 14 da Holanda, ela anotou aos 8 minutos da primeira etapa da prorrogação e garantiu a Holanda na primeira final da história de Copa do Mundo.

Além do caminho que está sendo percorrido no primeiro mundial da meio-campista de 24 anos, ela também ajudou a equipe a vencer o Campeonato Europeu em 2017, contra a Dinamarca, de forma inédita.

Jackie joga no Manchester United desde maio. O início de sua carreira profissional foi no clube alemão Duisburg, onde ficou até 2014, antes de se transferir ao Chelsea. Ela também teve passagem pelo Frankfurt.

A camisa 14 é o que podemos chamar de ‘ponto fora da curva’. Além da heroína da Holanda na semifinal da Copa, Jackie é formada em Direito, cinco vezes Campeã Nacional de Judô e durante sua passagem pelo Chelsea, ajudava no treinamento da equipe paralímpica.

“Quando joguei pelo Chelsea, treinei o time paralímpico. Eu não tinha muita certeza do que estava envolvido, mas simplesmente fui em frente. A primeira clínica foi muito boa e os pais dos jogadores com deficiência pensaram que era ótimo. Isso me deu razão suficiente para continuar”, disse.

A seleção holandesa vai em busca do título mundial inédito para o país, tanto no masculino quanto no feminino, contra a seleção tricampeã mundial, Estados Unidos.

O GOL DA ‘ADVOGADA’

Um gol de meio-campista, judoca e estudante de Direito. A ‘talento’, como prefere ser chamada por ‘soar mais jovem’, estuda Direito na Tilburg University, na Holanda.

Os clubes por quais Jackie passou, sempre a liberaram para fazer provas e voar para o país quando necessário. Mas é claro que acaba atrasando o processo de estudos, já que ela não pode estar presente nas aulas. Mas por que ser uma estudante de Direito quando se tem tanto talento no esporte?

“Pessoalmente, eu também preciso de distração. O que quero dizer com isso é que quero fazer outras coisas além do futebol, como meu curso de Direito. Por quê? No esporte de alto nível, você está sempre focado em si mesmo. De vez em quando, quero me concentrar em outra coisa”, falou Jackie.

Os livros são enviados a ela em casa. Jackie tenta estudar o máximo durante os meses de inverno e verão, quando os campeonatos não estão acontecendo. Ela estuda usando o programa especial de esporte que a universidade oferece.

Ela ainda não sabe qual lado seguir dentro do Direito, mas tem uma prévia: “Eu faria justiça criminal. Mas mudei estes planos rapidamente. Não levo jeito para isto. A lei holandesa provou ser a mais fácil de combinar com a minha carreira no futebol profissional. Eu posso mais tarde fazer algo com direitos humanos”, falou.

E a universidade se orgulha do desempenho de Jackie. Em 2017, após vencer a Euro, ela ganhou um espaço no Corredor da Fama do Centro Esportivo da Tilburg.

A VIDA NO JUDÔ

Jackie assume que, no início, foi difícil decidir entre o futebol e o judô. Nos tatames, os resultados foram dignos de uma ‘craque’: ela foi cinco vezes campeã holandesa e medalha de bronze no Campeonato Europeu.

Mas foi aos 16 anos que ela decidiu se dedicar apenas ao futebol, depois de ter quebrado o osso do quadril enquanto participava do Campeonato Holandês de Judô, um dia antes de uma partida de futebol.

Porém, resiliência pode ser um dos nomes de Jackie. Um ano após a lesão do quadril, ela machucou o joelho… E foi no futebol.

Na época, muitos médicos da Holanda recusaram operá-la e tiraram suas esperanças de jogar futebol novamente, mas ela buscou outras opiniões e conseguiu se recuperar, depois de ter passado por uma cirurgia.

ESPN