Capitão de balsa que afundou na Coreia do Sul é preso

  • Capitão que afundou barco é persoLee Joon-Seok, 52, capitão da balsa que naufragou na Coreia do Sul, é preso

O capitão do ferry sul-coreano que naufragou há três dias na Coreia do Sul com 475 pessoas a bordo, a maioria estudantes, foi detido neste sábado (19) – horário local -, informou a imprensa. Lee Joon-seok enfrenta cinco acusações, incluindo negligência e violação do direito marítimo, destacou a agência de notícias Yonhap.

Um tribunal de Mokpo apresentou as acusações contra o capitão e outros dois membros da tripulação e decretou a prisão para evitar sua fuga.

O capitão Lee Joon-seok e a maioria dos 28 membros da tripulação abandonaram a embarcação antes do naufrágio, quando centenas de passageiros estavam presos, o que provocou muitas críticas das famílias das vítimas.

O acidente deixou, até o momento, 29 mortos e 273 desaparecidos, segundo as últimas informações da rede de tv norte-americana CNN e da TV local YTN.
Nesta sexta-feira, três corpos foram localizados por mergulhadores no interior da embarcação, porém não puderam ser resgatados. Trata-se dos primeiros corpos localizados dentro do Sewol, que está tombado a 30 metros de profundidade desde quarta-feira.

A guarda litorânea sul-coreana explicou que os mergulhadores estão tendo problemas para retirar os corpos, que estão com coletes salva-vidas, informou a agência “Yonhap”.

As grandes ondas, as fortes correntes e a visibilidade sob a água, somados à chuva e ao vento no exterior, dificultam as operações de busca os quase 300 passageiros que poderiam ter ficado presos dentro da embarcação.

Das 475 pessoas que estavam a bordo, incluindo 325 estudantes do ensino médio, 179 pessoas foram resgatadas. Um dos sobreviventes, o vice-diretor da escola onde os alunos estudavam, ao sul de Seul, foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (18) em Jindo.

Aparentemente, o homem cometeu suicídio, informou a agência Yonhap, especificando que a polícia encontrou uma carta anunciando o ato de desespero na carteira do funcionário. “Sobreviver sozinho é muito difícil… eu assumo toda a responsabilidade”, escreveu.

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