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Casais sem filhos são mais felizes no casamento, diz pesquisa

casamento umO levantamento, realizado ao longo de dois anos por pesquisadores da Open University, sugere que esses casais estão mais satisfeitos com seus relacionamentos e se sentem mais valorizados por seus parceiros do que os casais com filhos.

A pesquisa ouviu cinco mil pessoas de várias faixas etárias, classes sociais e orientação sexual.

Segundo os autores, casais sem filhos dedicam mais tempo à manutenção do relacionamento, a apoiar o parceiro, a dizer “eu te amo” e a conversar abertamente.

No entanto, o estudo mostrou que, apesar de se dizerem mais insatisfeitas com a qualidade de seu relacionamento e com o parceiro, as mães são mais felizes com a vida em geral do que qualquer outro grupo analisado.

“Isto indica que ter filhos pode ser uma fonte de felicidade para mulheres”, afirmam os autores.

Contato sexual

A pesquisa ainda revela que os pais têm duas vezes mais probabilidade de sentir falta de contato sexual com suas parceiras do que as mães.

“Mães dizem querer fazer sexo com menos frequência do que seus parceiros, mas, de forma geral, a frequência das relações sexuais não parece afetar o nível de satisfação com o relacionamento nem para homens nem para mulheres”.

O estudo ainda apontou que as mães têm duas vezes mais chances de dizer que seus filhos são as pessoas mais importantes em sua vida, enquanto que os pais dizem que suas parceiras são as pessoas com quem mais se importam.

Dizer “obrigado” e demonstrações de carinho como preparar uma xícara de chá foram os gestos mais apreciados nos parceiros pela maioria dos entrevistados.

Além disso, os participantes disseram valorizar a ajuda dos parceiros na realização de tarefas domésticas, como algo que contribui para a saúde do relacionamento e o bom funcionamento do lar.

Cientistas desenvolvem teste para mostrar chance de sucesso no casamento

O “teste do amor” pode prever se um casal terá sucesso no casamento

Cientistas desenvolveram um novo “teste do amor” que eles acreditam ser um melhor indicador sobre o sucesso de um relacionamento do que as boas intenções dos recém-casados.

A pesquisa, divulgada na publicação científica Science, sugere que uma resposta subconsciente à uma imagem do parceiro, ou da parceira, pode ser um indicador sobre o futuro do casamento.

O autor do estudo, James McNulty, da Universidade a Florida, diz que o novo teste é um melhor medidor do verdadeiro sentimento entre os recém-casados, do que o eles dizem para outras pessoas, ou até admitem para eles mesmos.

“Essas respostas subconscientes parecem ser bastante poderosas em indicar se as pessoas vão continuar felizes”, ele disse à BBC.

O time de cientistas entrevistou 135 casais recém-casados logo após a cerimônia de casamento.

Os pesquisadores pediram que eles avaliassem seus casamentos com adjetivos positivos e negativos, como “bom”, “ruim”, “satisfatório” e “insatisfatório”.

Depois eles mediram a reação subconsciente, e intuitiva, em relação ao outro usando o intrigante “teste do amor”.

O teste envolveu mostrar a um dos parceiros a fotografia do outro por menos de um segundo. Eles depois tinham que responder o mais rápido possível se palavras como “ótimo”, “incrível”, “horrível”, e “assustador” eram palavras positivas ou negativas.

A velocidade com que eles respondiam era um indicador dos seus verdadeiros sentimentos, dizem os pesquisadores.

O teste é baseado no princípio psicológico de associação. A teoria é que depois de ver rapidamente uma foto do parceiro, o estado de espírito do recém-casado é positivo ou negativo.

Incrível ou assustador?

Se eles se encontram em um estado de espírito positivo eles vão identificar palavras positivas como “ótimo” e “incrível” mais rapidamente do que palavras negativas como “assustador e horrível” e vice versa.

McNulty e seu time descobriram que as respostas conscientes dos recém-casados sobre seus relacionamentos eram sempre positivas e felizes, como se pode imaginar.

Mas as reações intuitivas em resposta ao teste do amor variavam consideravelmente.

Os pesquisadores entrevistaram os casais a cada seis meses ao longo dos quatro primeiros anos de casamento.

Eles descobriram que em média, aqueles que tinham uma reação intuitiva negativa eram mais propensos a dizer que estavam infelizes no casamento. Alguns até se divorciaram.

“Todo mundo quer acreditar que está em um bom relacionamento, e as pessoas podem se convencer que estão – mas essas reações intuitivas são melhores indicadores de como as pessoas se sentem em relação a seus relacionamentos”, disse McNulty.

De acordo com os autores, o teste mede a presença ou ausência de sentimentos negativos.

“As pessoas podem ter amor e sentimentos negativos ao mesmo tempo, e esse teste provavelmente toca nos dois pontos”, disse o pesquisador.

Mas McNulty fez questão de reforçar o fato de que a pesquisa não está desenvolvida o suficiente para ser oferecida para pessoas antes de se casarem.

E ressaltou que o que os cientistas encontraram foi uma tendência, e que alguns dos casais que tiveram uma resposta negativa permaneceram felizes, enquanto outros que tiveram uma reação positiva se tornaram infelizes.

Para aqueles que estão prestes a se casar, McNulty disse que a reação intuitiva pode ser algo a se levar em consideração.

“Eu não acho que a resposta intuitiva sobre como se vê o parceiro seja o único fator considerado, mas deve ser um deles.”

Estudo encontra ligação entre casamento feliz e boa saúde

Casal (BBC)Pesquisadores acompanharam casais de diferentes idades entre 1980 e 2000

Um estudo que ouviu centenas de pessoas casadas durante 20 anos nos Estados Unidos revelou que existe uma ligação entre uma boa saúde e um casamento feliz.

O levantamento, feito por cientistas de universidades americanas, analisou informações fornecidas por 1.681 pessoas que permaneceram casadas com o mesmo parceiro entre 1980 e 2000. Os participantes foram divididos em dois grupos, um de casais que tinham entre 18 e 39 anos, e outro de casais entre 40 e 55 anos.

Seis vezes durante esse período, os participantes responderam a perguntas que procuravam medir a felicidade deles no casamento e a existência de problemas conjugais. Os entrevistados também foram convidados a classificar sua saúde como excelente, boa, regular ou ruim.

A conclusão foi que havia uma relação direta entre a felicidade dos casais e uma boa saúde, independentemente da idade dos cônjuges, embora os cientistas não tenham chegado a uma conclusão sobre qual desses fatores, a saúde ou felicidade, causou o outro.

Na saúde ou na tristeza

“O casamento se mantém estável se estamos mal de saúde? O que descobrimos foi que existe uma relação entre a saúde e a felicidade nos dois grupos. Se eles estão bem de saúde, há mais felicidade”, disse Cody Hollist, da Universidade de Nebraska, coautor da pesquisa.

Os pesquisadores, por exemplo, concluíram que os casais que planejavam programas juntos, como jantares e cinemas, tinham em média, além de relacionamentos mais fortes, uma saúde melhor.

Mas Hollist ressaltou que ainda não é claro como, exatamente, uma coisa influencia a outra.

“Não há como saber se bons casamentos levam a uma boa saúde ou se casamentos ruins fazem você ficar doente”, disse o cientista.

Circunstâncias estressantes

Os pesquisadores também encontraram sinais de que curar doenças existentes parecia amenizar os problemas conjugais.

Uma descoberta que surpreendeu os pesquisadores, liderados por Richard Miller, da Universidade Brigham Young, em Utah, foi que aqueles que sobreviveram ao que, no início do estudo, pareciam ser casamentos problemáticos, mostraram uma melhoria na saúde ao longo do tempo.

“Circunstâncias estressantes podem despertar algo em algumas pessoas, que as fazem procurar por caminhos mais saudáveis, e adaptativos de comportamento ao longo do tempo”, disse Hollist.

Essa não foi a primeira vez que pesquisadores encontraram uma relação entre romance e saúde. Em janeiro deste ano, um estudo publicado pela Universidade de Medicina de Viena constatou que beijos e abraços podem melhorar a saúde.

O estudo foi divulgado na publicação científica Journal of Marriage and Family.

BBC-Brasil