João Pessoa 13/12/2018

Início » Notícias » Caso Daniel: fragmentos do pênis ajudarão a determinar acusações

Caso Daniel: fragmentos do pênis ajudarão a determinar acusações

Após um mês do assassinato de Daniel Corrêa, os laudos do Instituto Médico Legal (IML) não conseguiram afirmar de forma conclusiva se o pênis do jogador foi decepado antes ou depois da sua morte.  Os fragmentos do órgão mutilado serão mantidos pelas autoridades como possível contraprova no decorrer do processo. As informações são do UOL.

As circunstâncias da mutilação podem ajudar a determinar se os suspeitos serão condenados ou não e por quais crimes, já que a arma usada para matar Daniel não foi encontrada e a perícia baseou suas conclusões apenas no órgão do jogador.

Se a perícia atestar que o corte da genitália ocorreu com o jogador já morto, a defesa de Juninho Riqueza pode tentar afastar a tese de que teria havido tortura, e portanto, “meio cruel”, o que qualificaria como homicídio. Por outro lado, se ficar demonstrado que Daniel foi emasculado ainda vivo,  a pena do réu  pode ser aumentada em caso de condenação.

O pênis de Daniel foi encontrado em cima de uma árvore cinco dias após a localização do corpo do jogador e os laudos concluíram que a degola e o corte foram feitos por um objeto extremamente afiado. Os outros fragmentos serão restituídos à família do jogador ou, se não houver interesse, descartados de maneira apropriada.

Istoé