João Pessoa 12/12/2018

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Caso Daniel: namorado e amigos da família querem se apresentar à polícia

O inquérito que investiga a morte do jogador Daniel Corrêa deve ter um dia movimentado nessa segunda-feira 5, quando três pessoas com suspeita de envolvimento no caso são esperadas para se apresentar à Polícia Civil do Paraná. As informações são do UOL.

Segundo o site, três homens já pediram formalmente para se apresentar e esclarecer o grau de seu envolvimento no espancamento e morte do atleta, que tinha contrato com o São Paulo e foi encontrado morto, parcialmente degolado e sem o pênis, na região metropolitana de Curitiba.

Já estão presos três suspeitos: Edison Brittes, conhecido como “Juninho Riqueza” (que confessou o crime), Allana Brittes, sua filha, que comemorava aniversário na véspera do assassinato, e Cristiana Brittes, esposa de Juninho.

Os novos suspeitos são: um rapaz que tem um relacionamento com Allana, o primo dele e um parente da família Brittes, que mora em Foz do Iguaçu (PR). Os três estavam na casa onde a família fazia um after party em comemoração ao aniversário de 18 anos de Allana e onde Daniel começou a ser espancado. O UOL Esporte apurou que uma testemunha-chave identificou à polícia ao menos dois deles como coautores do assassinato do jogador.

Cerca de dez pessoas estavam presentes no momento do crime.

Ainda segundo o UOL, Robson Domacoski, advogado de defesa de dois dos rapazes, afirmou que eles estão dispostos a colaborar com a Justiça e com a elucidação do caso. Ele preferiu não revelar a identidade de seus clientes para preservá-los.

Na semana passada Amadeu Trevisan, o delegado que coordena as investigações, já tinha mencionado a existência de mais três suspeitos, que deveriam ter mandado de prisão decretado nos próximos dias. A defesa deles se antecipou e decidiu apresentá-los espontaneamente, o que não impede de eles terem a prisão pedida após darem depoimento. Seus advogados já contam com essa possibilidade.

Outro depoimento esperado é o de Cristiana. Ela deve corroborar a versão do marido, que disse ter cometido o crime para evitar que Daniel a estuprasse.

Em vídeos gravados na semana passada, as versões de Juninho e Allana apresentaram detalhes contraditórios. O discurso também entrou em xeque após a divulgação de conversas de WhatsApp, nas quais Allana tenta encobrir o crime à família de Daniel.

Claudio Dalledone Júnior, que coordena a defesa da família Brittes, afirmou que pai, mãe e filha devem “oficializar” sua versão dos fatos à polícia na segunda.

Istoé