João Pessoa 15/12/2018

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Caso eleito, Bolsonaro garante não cortar relações institucionais com a Paraíba

O candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro afirmou em entrevista concedida a uma emissora local, que é zero a possibilidade de cortar relações institucionais com a Paraíba, caso seja eleito, nessas eleições de dominho (28).

Segundo ele, não é porque o atual governador Ricardo Coutinho (PSB) e o governador eleito João Azevedo (PSB) fazem oposição a ele que isso deverá ocorrer, até porque não é apenas o governador da Paraíba, mas também os governadores da Bahia (Rui Costa /PT) e do Maranhão (Flávio Dino /PC do B) também são seus adversários políticos.

“Não é porque um governador tem preconceito para comigo ou é de outro partido que eu vá prejudicar toda a sua população. Nós não podemos penalizar nossos irmãos nordestinos por causa disso. De jeito nenhum. O tratamento será igual para todos e nós queremos fazer o seguinte: vamos mandar dinheiros aos governadores e prefeitos para elaborarem projetos e executarem dentro dos estados e municípios. Então, o povo da Paraíba pode ficar tranquilo que não existe esse tipo de retaliação. Se por ventura alguém esteja espalhando isso, é mais uma mentira contra mim”, destacou.

Sobre o Programa Bolsa Família, que na Paraíba há um percentual elevado de pessoas dependentes do auxílio financeiro, Bolsonaro disse que a porta de saída para acabar com essa dependência é a instrução, ou seja, o que ele quer via educação é que os filhos tenham uma vida melhor que os pais. Contudo, ressaltou que quem é beneficiário do programa vai continuar recebendo e não corre o risco de perder até porque grande parte não tem outra fonte de renda.

“Eu quero que a garotada tenha uma boa educação em sala de aula e não fique aprendendo sobre sexo como o Seu Haddad propôs quando era ministro da Educação”, disse acusando ainda seu adversário em não ter nenhum respeito com a família e com a religião dos brasileiros onde 90% da população são cristãos. “Ele nos esculacha nessa questão religiosa e a vice dele, Manuela D’Ávila diz que não acredita em Deus e ainda quer liberar o aborto. Eles foram para uma igreja católica só para ganhar a simpatia da população. Nós não queremos isso para o Brasil”.

Bolsonaro acusou ainda Haddad de querer acabar com a Operação Lava Jato no Brasil para pôr em liberdade, o ex-presidente Lula que se encontra preso em Curitiba sob a acusação de lavagem de dinheiro e corrupção. “Não podemos acreditar nesse tipo de gente”.

Sobre os temas segurança e o uso da arma de fogo pelo cidadão comum, o candidato acha que o cidadão de bem tem o direito de comprar uma arma sob o critério de proteger a sua residência e acusou, novamente, o PT pela violência desenfreada no país por não ter feito algo para contê-la quando governou o Brasil.

“O Estado não tem como atender ao povo nesse momento crítico e a arma de fogo é a garantia da integridade física de uma família. O que o PT fez? Desarmou o cidadão e a vagabundagem está cheia de fuzis. É isso que nós queremos: o direito à legítima defesa”, destacou.

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