Cássio acredita que até quarta-feira o Senado já terá 54 votos para afastar Dilma

Cassio-critica-violenciaApós a aprovação do pedido de impeachment na comissão do Senado que analisa o processo contra a presidente Dilma Rousseff (PT), o senador paraibano, Cássio Cunha Lima (PSDB) afirmou que o afastamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), embora seja uma ação atípica, contribuiu para consolidar o impedimento da presidente. Segundo ele, os senadores estão fazendo justiça ao país e fortalecendo a democracia. O relatório foi aprovado por um placar de 15 a 5 e abstenção apenas do presidente da comissão, o senador paraibano Raimundo Lira (PMDB) e, segundo ele, na quarta-feira eles já conseguem os 54 votos suficientes para afastar Dilma temporariamente.

Segundo Cássio, a suspensão do mandato de Eduardo Cunha foi uma medida acertada. “Foi uma decisão extraordinária, atípica, é de fato uma intromissão no Congresso Nacional, mas era necessária e a saída do presidente Eduardo Cunha consolida ainda mais o processo de impeachment porque não haverá o risco mais para o Brasil de ele assumir eventualmente, como segundo na linha sucessória, a presidência do Brasil. Tira de vez a única dúvida que poderia existir sobre a oportunidade do impeachment”, afirmou.

No entanto, ele assegura que o processo do impeachment na Câmara dos Deputados foi válido mesmo tendo sido comandado por Eduardo Cunha e criticou a tentativa de manobra da situação. “No julgamento realizado pelo próprio supremo ficou mais do que comprovado que todos os atos praticados por Eduardo Cunha são válidos. Essa tentativa é mais uma busca de obstruir o processo de julgamento, de evitar que o Senado se manifeste. O que revela culpa porque quem é de fato inocente deseja logo o julgamento e quem fica procrastinando, tentando ganhar prazo, adiando o julgamento é que tem culpa”, disse.

O senador ainda comentou sobre o prosseguimento do processo, que deverá agora ser votado em plenário pelos senadores. “Talvez já na própria quarta-feira se atinja o quórum qualificado de 54 senadores aprovando a admissibilidade no Congresso que terá continuidade com a presidente sendo afastada de suas atribuições para a fase de instrução probatória. Votamos com consciência de que a presidente praticou sim os crimes de responsabilidade e foram estes crimes que levaram o pais à mais grave crise econômica e social de sua história. Tenho certeza que estamos fazendo justiça , fortalecendo a democracia e fazendo prevalecer a lei e o respeito à Constituição”, afirmou.

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