Cássio diz que Eduardo Cunha está por trás da decisão de Waldir Maranhão e diz que ação é esdrúxula

cassio-003O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) afirmou, no início da tarde desta segunda-feira, que o Senado Federal deverá dar continuidade ao processo de impeachment. Segundo ele, a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA) de anular a votação do impeachment é “absolutamente esdrúxula” e tem o objetivo de protelar o processo. Cássio Cunha Lima ainda afirma que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está por trás desta decisão.

“A decisão do presidente da Câmara é absolutamente esdrúxula e invade a competência do Senado, já que a Câmara não tem mais instância sobre o processo do impeachment e, portanto, a matéria está preclusa. O Senado Federal deve dar sequência ao julgamento, como já estava previsto dentro da sua competência e atribuição constitucional”, declarou.

Após passar o dia das mães na Paraíba, Cássio volta hoje para Brasília para participar da sessão no Senado, agendada antes da decisão de Waldir Maranhão, para a leitura do relatório do resultado na Comissão Especial no Senado. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) já convocou os líderes partidários e senadores para uma reunião de emergência e não deverá acolher a decisão da Câmara, mantendo para hoje a leitura do relatório.

Segundo Cássio, a ação deve apenas tornar mais demorado o processo que deveria chegar à quarta-feira com o possível afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) e disse que tanto o PT como o Eduardo Cunha estão envolvidos nesta ação. “A verdade é que essa ação nada mais é do que uma chicana, mais uma medida protelatória, mais uma obstrução que os aliados do governo e do próprio Eduardo Cunha praticam para tentar evitar o julgamento, cujo resultado já é reconhecido pelos crimes de responsabilidade que foram praticados pela presidente da República”, afirmou.