Cássio integra grupo de senadores que discutem reação a Janot por pedidos de prisão

Cássio integra grupo de senadores que discutem reação a Janot por pedidos de prisão

cassio nepotisCássio Cunha Lima (PSDB) integra grupo de senadores que discutem uma reação do Senado ao pedido de prisão do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Romero Jucá (PMDB-PR) e do ex-presidente da República, José Sarney (PMDB-AP). Segundo eles, a decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, abre precedentes para uma crise entre as instituições do país.

Os senadores se reuniram na última quinta-feira no gabinete de Tasso Jereissati (PSDB-CE) para discutir o assunto e chegaram à conclusão de que, para evitar uma crise institucional, é necessário que seja encaminhado ao Congresso uma explicação para os pedidos  de prisão. A avaliação é que os trechos que vieram a público das gravações feitas por Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, não caracterizam “provas concretas”, principalmente no que diz respeito a Renan.

Os senadores endossaram o discurso do presidente do Senado de que não há crime quando se expõe uma opinião e que é preciso ter cautela e equilíbrio para que não se coloque em risco o diálogo entre os poderes. “A partir do momento que o procurador-geral pede ao STF a prisão do presidente do Senado, entra em jogo a instituição”, afirmou a senadora Ana Amélia (PP-RS), que esteve no encontro.

Também participaram da conversa, além de Cássio, os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Aloysio nunes Ferreira (PSDB-SP), Ronaldo Caiado (GO) e Cristovam Buarque (PPS-DF). Na República não cabem segredos, nem informações parciais. A sociedade, a imprensa e os senadores têm direito ao acesso à informação completa”, disse Cássio.

Senadores da base e da oposição enviaram a Janot requerimento para que seja revelado todo o conteúdo das gravações realizadas pelo ex-presidente da Transpetro.

Com Folha