João Pessoa 24/04/2019

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Chacina: Famílias de vítimas em São Gonçalo e Itaboraí dizem que eles não eram criminosos

Débora era dona de um trailer no conjunto BNH e é uma das vítimas da chacina em Itaboraí – Reprodução Facebook

Rio – Familiares de algumas das sete vítimas da chacina ocorrida nos municípios de São Gonçalo e Itaboraí, entre a noite de domingo e madrugada desta segunda-feira, dizem que eles eram trabalhadores e não tinham envolvimento com o crime na região. Três pessoas da mesma família foram mortas dentro de casa, uma delas dormindo. Parentes estiveram na manhã de hoje no Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó, em São Gonçalo.

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) investiga o crime, mas não deu detalhes sobre a investigação. As mortes aconteceram no conjunto BNH, no bairro Marambaia, que fica entre os dois municípios. Testemunhas contam que desde a morte de um PM na semana passadaforam ouvidos boatos de que haveria retaliações. Todas as mortes

As primeiras vítimas morreram em uma vila de casas na Rua da Igualdade, em São Gonçalo. Os homens, encapuzados, gritaram no portão e, quando Rodrigo Aurelino Braga, de 39 anos foi abrir, eles atiraram. Houve correria e tinham várias crianças e mulheres dentro do terreno. Renan Trigueiro de Almeida, 21 anos, tinha acabado de chagar do trabalho, na loja Amigão do Centro da cidade. Ele tentou fugir, mas caiu morto no quintal. Seu primo, Gabriel Trigueiro de Oliveira, 19 anos, morreu enquanto dormia no quarto. Gabriel tinha um filho de oito meses e planejava o aniversário de 1 ano da criança. Já Rodrigo deixa dois filhos, um deles de quatro meses.

Os quatro homens, que chegaram em um carro prata, seguiram pela Rua Isolina Porto Lopes, em Itaboraí, e mataram mais uma pessoa, identificada como Alan Patrick. Em seguida atacaram pessoas que estavam em um trailer na Avenida Cabo José Rodrigues, também em Itaboraí. Entre os mortos estão a dona do trailer, Débora Rodrigues, 46 anos; Hércules de Souza Costa, de 21 anos; um homem identificado apenas como Maicon Douglas; além de outras duas pessoas não identificadas.

A mãe de Hércules disse que ele trabalhava em uma rede de fast food do Shopping São Gonçalo há pouco mais de um ano e que o jovem estava no trailer de Débora bebendo. Janaína Souza conta que o filho morava no terreno da ex-sogra no bairro BNH, a pouco metros de sua casa, há três anos, e sempre ouviu dizer que o local era perigoso, mas nunca houve nada com o filho.

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) está investigando o caso. Perícia foi realizada no local. Diligências estão sendo realizadas neste momento para elucidar o fato. Assim que tivermos mais informações enviaremos a você.

O Dia