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Cinco aviões buscam destroços de boeing da Malaysia no Índico

bUSCA DE AVIÃO QUE CAIUO mau tempo e a imensidão do Oceano Índico dificultam as buscas pelo Boeing 777 da Malaysia Airlines desaparecido há 14 dias. Cinco aviões da Austrália, Nova Zelândia e dos Estados Unidos vasculham uma área de 23 mil km2, a 2.500 km da cidade de Perth, no sudoeste da Austrália, onde um satélite fotografou dois objetos flutuantes que poderiam ser destroços do avião.

 Essa é uma das áreas mais isoladas do planeta, inabitada, na confluência dos oceanos Índico e Antártico e pouco frequentada por navios. Um navio norueguês é o único a ter chegado até agora ao local. Um rebocador australiano está a caminho, mas ainda deve demorar dias para chegar.

Pesadelo logístico

Trata-se de uma área tão inóspita que, quando a Austrália divulgou a detecção de possíveis destroços, o navio mais próximo estava a dois dias de viagem do local apontado pelo satélite. É também um local de ventos fortes e mar revolto, segundo oceanógrafos.

Se o avião da Malaysia Airlines caiu ali, muito longe da trajetória prevista entre Kuala Lumpur e Pequim, a força das correntes pode ter levado destroços do aparelho para até mil quilômetros de distância. Não podia haver lugar mais difícil para se procurar um avião. “É um pesadelo logístico”, definiu o ministro australiano da Defesa, David Johnston.

Comoção

Para as famílias dos 239 passageiros do Boeing, a maioria chineses, a angústia vai perdurar porque é o processo como buscar alguém no fim do mundo. O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, conversou por telefone com o presidente chinês, Xi Jinping. O premiê disse que o líder chinês está “acabado” com a tragédia.

É um mistério completo o sumiço do voo MH370. Pista terrorista, sabotagem dos pilotos ou problema técnico grave, até agora não há certeza alguma do que aconteceu com o Boeing da Malaysia Airlines, à parte que o avião mudou de trajétória e voou durante 7h depois de cortar os sistemas de comunicação.

RFI