CMCG pede aos órgãos responsáveis a proibição da construção de barragens no Rio Paraíba

A Câmara Municipal de Campina Grande aprovou nesta terça-feira, requerimento de autoria do vereador Márcio Melo Rodrigues (PSDC), solicitando, em caráter de máxima urgência, providências ao Ministério Público Federal, ao Ministério Público Estadual, ao DNOCS, a AESA, ao Ministério da Integração Nacional, acerca da construção de barragem com passagem molhada no Rio Paraíba, no Município de Caraúbas, que estaria represando as águas da Transposição do Rio São Francisco e fiscalização ao longo do Rio Paraíba.

De acordo com o parlamentar que conta com o apoio dos vereadores com assento no Poder Legislativo, em sua grande maioria, propõe que a vistoria dos órgãos referidos seja realizada ao longo do Rio Paraíba, a fim de constatar casos de construção irregular de barragens que possa impedir o fluxo da água da Transposição e a adoção de medidas cabíveis.

De acordo com as informações que circulam nas redes sociais e nos portais de notícias, a Prefeitura de Caraúbas construiu uma passagem molhada no Rio Paraíba, que libera as águas do São Francisco apenas com manilhas, impedindo o livre fluxo do produto, contribuindo para o atraso no fim do racionamento para Campina Grande e mais 18 Municípios abastecidos pelo Açude de Boqueirão, além da própria continuidade das águas ao longo do projeto.

A própria Prefeitura de Caraúbas admite a construção da passagem molhada no sítio conhecido por Passagem de Cima, mas que, de certa forma, represa a água. O açude de Boqueirão está com apenas 7,3% da capacidade e recebendo apenas 3,17 metros cúbicos por segundo e o fim do racionamento, provavelmente será adiado. A Cagepa havia previsto o fim do racionamento para 1º de agosto e AESA previa para 19 de julho, mas nenhuma das datas será contemplada com o fim do racionamento. A vazão da Transposição que corre pelo Rio Paraíba está muito baixa.

Ele propôs que a Casa envie o pleito com as fotos da referida construção aos órgãos referidos para as devidas providências.

PB Agora