Com receio dos desdobramentos da ‘Operação famintos’ Romero não quer diretoras de escolas cobrem dos fornecedores

Com receio dos desdobramentos da ‘Operação famintos’ Romero não quer diretoras de escolas cobrem dos fornecedores

A repercussão da ‘Operação Famintos’ continua na Paraíba e no Brasil. O mais recente caso se trata de um ofício da Secretária de Educação de Campina Grande, principal alvo das investigações de desvios de recursos federais do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), geridos pelo prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues (PSD). Neste ponto o Oficio Circular n°003/SEDUC/2019 do dia 29 de julho deste ano, que foi envido a cada diretora escolar da rede municipal de ensino, as proíbe de qualquer contato, com qualquer que seja o fornecedor da PMCG.

“Gostaríamos de informar que devido aos últimos acontecimentos, orientamos que (diretoras) não entrem em contato de forma alguma com os fornecedores da merenda escolar de 2019”, diz trecho do oficio assinado por Ana Wery Carvalho de Paula, gerente de apoio ao estudante da SEDUC.

O que a Operação Famintos investiga

Segundo o MPF, foi instaurado um inquérito para apurar supostos delitos relacionados a licitações e contratações fraudulentas no município de Campina Grande, principalmente na Secretaria de Educação, envolvendo empresas de fachada e desvio de verbas provenientes de programas federais para compra de merenda escolar. O prejuízo ultrapassa R$ 2,3 milhões.

Em despacho que autorizou os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, o juiz da 4º Vara Federal de Campina Grande, Vinícius Costa Vidor, afirma que se observa a presença de uma organização criminosa voltada à prática, especialmente, de crimes contra a administração pública, onde empresários, servidores e secretários estão envolvidos.

SecomPB