João Pessoa 21/05/2019

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Como o álcool altera o DNA e faz com que se queira beber ainda mais

consumo de grandes quantidades de álcool pode causar mudanças no DNA, fazendo com que os indivíduos tenham cada vez mais vontade de beber. A conclusão é de um estudo recente publicado por pesquisadores da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos.

Uma equipe de investigadores analisou os genes de consumidores moderados de álcool, de consumidores excessivos e dos chamados ‘binge drinkers’ – os que bebem uma grande quantidade de álcool num curto espaço de tempo.

Os cientistas concluíram que os dois últimos grupos – os consumidores excessivos e os ‘binge drinkers’ – apresentavam dois genes modificados sob influência do álcool, por um processo chamado de metilação.

Nesses grupos de pessoas, as mudanças genéticas levam a alterações no relógio biológico do corpo, no sistema de resposta ao estresse e – o que é mais grave – na vulnerabilidade ao próprio álcool: ou seja, as pessoas começam a beber cada vez mais para tentarem acalmar o estresse. Cria-se assim um círculo vicioso: quanto mais se bebe álcool, maior é a necessidade de ingerir a bebida.

“Descobrimos que pessoas que consomem muito álcool podem estar alterando o seu DNA de uma forma que as faz querer beber ainda mais”, disse em comunicado Dipak K. Sarkar, principal autor do estudo.

“Isso pode ajudar a explicar o motivo pelo qual o alcoolismo é um vício tão poderoso. Também pode, algum dia, contribuir para novas formas de tratá-lo ou ajudar a prevenir que as pessoas se tornem viciadas”.

A esperança é de que a pesquisa ajude na criação de testes com biomarcadores (que são indicadores biológicos, baseados por exemplo em algumas proteínas ou em genes modificados) que possam, eventualmente, prever o risco de cada pessoa se tornar num consumidor excessivo de álcool.

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