Contrário às pautas impostas por Temer, Vené pode ser “convidado” a deixar quadros do PMDB

Após votar contra terceirização, e já acenando que também rejeitará a proposta da Reforma da Previdência encaminhada pelo presidente Michel Temer (PMDB), o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) pode ter que decidir sobre a permanência na agremiação, nos próximos dias.

A nova casa do ex-cabeludo ainda não está sendo colocada em debate, mas nos bastidores a informação é que, assim como o presdiente da ALPB, Gervásio Maia, o deputado também desembarque no PSB do governador Ricrado Coutinhl.

“Votamos contra esta proposta, porque, afinal de contas, não poderíamos estender a terceirização para atividades meio e atividades fim. Este é o meu compromisso com o trabalhador brasileiro”, disse Veneziano.

Já sobre sua permanência no PMDB, Veneziano assegurou que lutará para permanecer filiado ao partido.

“Eu lutarei muito para permanecer no PMDB. Penso que o partido foi correto conosco, como também dei boas e significativas contribuições, dignificando a legenda ao longo dos oito anos à frente da prefeitura de Campina Grande, agora como parlamentar da Paraíba, estamos entre os de melhor atuação, e isso engrandece a legenda. O reconhecimento é recíproco”, disse.

O parlamentar, na Paraíba, integra o grupo que também tem o deputado federal Hugo Motta e o senador Raimundo Lira aliados do governo RC.

Todos trabalham para tirar o partido das mãos do senador José Maranhão e, com isso, levá-la para uma aliança com o governador Ricardo Coutinho, em 2018.

O cenário, no entanto, é visto como remoto pela maioria das lideranças da sigla, pelo fato de o socialista ocupar a trincheira oposta ao presidente Temer. Sem perspectiva dentro do PMDB, Veneziano claramente inicia o processo de ruptura.

No próximo dia 27 de março a cúpula peemedebista se reunirá para aparar as arestas e tentar afinar o discurso. Pela movimentação, uma desfiliação das principais lideranças não está descartada.

Recentemente, em entrevista, o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o presidente da ALPB, Gervásio Maia, deixaram as postas do PSB abertas para abrigar os aliados, caso desejem uma nova casa.

Uma matéria nacional, publciada nesta sexta-feira (24), no portal Congresso em Foco, traz a informação sobre o desejo do Governo em retaliar aliados que votaram contra os interesses do Planalto. Dois paraibanos estão na mira, são eles: Veneziano e Wilson Filho (PTB), ambos da base de sustentação do Governo Temer.

A punição sugerida é a demissão de afilhados políticos de deputados que ocupam cargos como os de ministros de Estado, secretários nacionais, dirigentes de autarquias, fundações e estatais. “O governo tem que dar uma resposta aos dissidentes e retirar suas vantagens. Como explicar as dissidências de todos os partidos aliados se os eles estão contemplados com cargos”, questionou um líder governista.


PB Agora