Controle da inflação é prioridade do governo em 2016, diz Nelson Barbosa

ministro-assegurou-compromisso-com-ajuste-fiscal-para-ajudar-o-bc-a-levaMinistro assegurou compromisso com ajuste fiscal para ajudar o BC a levar IPCA ao centro da meta

O controle da inflação é prioridade para o governo em 2016, destacou o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, na noite desta sexta-feira (8) em nota oficial. O ministro assegurou o compromisso da equipe econômica com o ajuste fiscal para ajudar o Banco Central a levar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de volta ao centro da meta, 4,5%, em 2017.

“O controle da inflação é uma prioridade do governo, e o Banco Central do Brasil está empenhado em adotar as medidas necessárias para alcançar o centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional até o final de 2017. Nesse processo, o Ministério da Fazenda contribuirá no combate à inflação mediante a adoção de ações para o reequilíbrio fiscal e para o aumento da produtividade da economia”, disse.

Mais cedo, o Banco Central havia divulgado uma carta aberta ao Ministério da Fazenda, justificando o estouro do teto da meta, de 6,5%, em 2015. O índice oficial de preços fechou o ano passado em 10,67%, no maior nível desde 2002 (12,53%). A última vez em que o Banco Central enviou o documento foi em 2003, quando o índice fechou o ano em 9,30%.

Os dados relativos ao IPCA foram divulgados nesta sexta pelo IBGE. Mesmo com a desaceleração de novembro para dezembro, a taxa do último mês de 2015 foi a mais alta para o mês de dezembro desde os 2,1% registrados em dezembro de 2002. Em 2014, o IPCA fechou o ano em 6,41%, abaixo do centro da meta fixada pelo Banco Central, de 6,5%.

O IPCA se refere à alta de preços que afeta famílias com rendimento entre um e 40 salários-mínimos e abrange 11 das principais regiões metropolitanas do país (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Vitória e Porto Alegre, Brasília), e os municípios de Goiânia e Campo Grande.

* Da ‘Agência Brasil’