Coordenador de Comunicação da PMCG revela que ilícitos da gestão Vené se assemelham aos da Lava Jato

Marcos AlfredoAs práticas ilícitas da gestão de Veneziano Vital do Rego (ainda PMDB) como prefeito de Campina Grande proporcionalmente chegam ao nível da operação Lava Jato, da Polícia Federal, diz o coordenador de Comunicação da PMCG, Marcos Alfredo Alves, ao prestar solidariedade ao Procurador Geral José Mariz em face dos ataques do deputado, e revelar a verdadeira fixação do advogado: o Direito como instrumento de justiça social.

Segue o texto de Alfredo:

A VERDADEIRA FIXAÇÃO DE JOSÉ MARIZ

Com uma certa perplexidade, acompanhei com pesar a contenda envolvendo o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) e o procurador geral do Município de Campina Grande, José Mariz, pelas redes sociais, nestes últimos dois dias. Tudo começou com um ataque pessoal de Veneziano a Mariz, durante entrevista à Rádio Correio FM, enveredando por uma provocação descabida, acusando o procurador de ter uma “fixação” por ele, observando que “só Freud explica”.

A reação de José Mariz foi tão dura quanto a provocação do ex-prefeito, que recentemente protagonizou também um “mico” gigantesco ao acusar a Campina Grande FM de “censurá-lo”, quando na verdade a emissora, por força contratual, já não estava transmitindo programas da Rádio Tabajara há mais de oito dias. Deixando de lado seu perfil equilibrado e elegante, Mariz bateu pesado e usou da mesma linguagem de baixo nível, em entrevista ao jornalista Marcos Marinho e seu site A Palavra Online, neste sábado.

Presto, naturalmente, minha solidariedade a Mariz, que jamais poderia permitir esse tipo de ataque desequilibrado de quem quer que seja.

E dou um testemunho pessoal, com base em anos de convivência com José Mariz: ele é um homem focado e com fixações, sim. Ele tem fixação pelo Direito como um instrumento de justiça social; é invariavelmente fixado na ideia de que um gestor público não tem o direito de usurpar a confiança do povo que lhe deu o mandato com atos desabonadores de conduta; ele não se afasta da convicção de que a prática de corrupção em larga escala, promovida na gestão anterior, não pode nem deve ser relevada por qualquer tipo de pressão política e que lugar de corrupto é na cadeia.

Recentemente, com base em informações de um levantamento técnico de um grupo de auditores, José Mariz encaminhou ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado uma série de documentos que comprovam ter havido uma profusão de cheques sem fundos na gestão de Veneziano que chegaram aos incriveis R$ 12 milhões. Outros relatórios indicam também desvios de recursos, em 2012, ano eleitoral, na ordem de R$ 30 milhões na gestão anterior. São dados estarrecedores e que precisam ser profundamente investigados, com rigorosa punição aos responsáveis.

E não será com ataques pessoais de baixo nível que o deputado Veneziano vai conseguir desviar a atenção ou desqualificar quem o acusa. Com o volume de ações e processos na Justiça, o ex-prefeito tem muito a explicar ao povo campinense, que em sua maioria, durante dois mandatos, lhe outorgou a confiança de gerir os recursos do município. Com práticas que, proporcionalmente, chegam ao nível de uma Operação Lava Jato, a gestão anterior causou estragos sérios ao processo de desenvolvimento da cidade

Se as instituições funcionarem em sua plenitude e o recorrente estado de direito democrático prevalecer, a fixação de José Mariz, em sua atividade profissional e sua missão pública, continuará a ser muito bem vinda, principalmente neste momento em que, a duras penas, tem havido demonstrações de que o crime contra o dinheiro público já não compensa como antes.

 A Palavra Online