João Pessoa 24/05/2019

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Cordão da Bola Preta leva milhares de foliões ao centro do Rio

O Cordão da Bola Preta deu o tom da festa de Momo deste ano ao abrir oficialmente o carnaval de rua do Rio de Janeiro, neste sábado (2). O bloco completa 101 anos neste carnaval.

O bloco levou para o centro do Rio centenas de milhares de foliões. Nos microfones do carro da agremiação, o presidente, Pedro Ernesto Marinho, ressaltou a emoção e alegria de estar mais uma vez à frente do Bola.

“A energia é a mesma do início da criação da agremiação, lá atrás”. Diante de milhares de foliões, aguardando o início do desfile, Marinho conclamou a multidão a cair na folia. “Brinquem, brinquem muito. Pulem, se divirtam, beijem na boca, façam amor, mas não esqueçam de usar camisinha. Sejam felizes, mas acima de tudo respeitem as mulheres. E lembrem-se sempre: não é não!”, disse para delírio da multidão.

Um dos mais tradicionais blocos de rua da cidade, o Bola Preta desfilou repleto de celebridades em cima do carro de som. Ao ritmo da Marcha do Cordão da Bola Preta, lá estavam, além de Paolla Oliveira, que é a rainha do bloco neste ano, a atriz Leandra Leal, porta-estandarte do bloco, e a madrinha, a cantora Maria Rita.

Quem não parava de cantar, por exemplo, era Adriano Pereira Pinto, de 7 anos, morador de Niterói. “Carnaval é alegria, felicidade. Eu gosto do carnaval, das cores, fantasia! Eu amo fantasia, principalmente as de [super] heróis. O carnaval é bom, é só felicidade com as pessoas brincando, dançando, disse sob o olhar curioso do irmão Daniel, de 5 anos, e ao lado dos pais.

Em outro ponto do bloco, a dona de casa Rosângela Pereira, de 69 anos, ainda que timidamente, falava da importância do Bola Preta para ela nestes dias de folia. “Todo ano eu estou aqui! Este é o único bloco que eu participo, e já o faço há mais de dez anos. Mas eu espero que o carnaval melhore; hoje o bloco está mais restrito, e o cordão [de isolamento] deixa a gente mais longe do som”, lamentou, mas com esperança de dias melhores. No entanto, admitiu que talvez não volte a desfilar, diante do gigantismo que o carnaval de rua s transformou em todo o país.

Vem pro Bola, meu bem/Com alegria infernal/Todos são de coração/Todos são de coração(Foliões do carnaval/Sensacional!. Como que atendendo o chamado da marchinha, Paolla Oliveira não resistiu e desceu do carro de som, passando a cantar e sambar no meio dos muitos foliões separados da multidão pelo cordão de isolamento de que tanto dona Rosângela reclamava.

Mas nem tudo estava perfeito. A falta de banheiros químicos foi de reclamação de alguns foliões. “Da Central até aqui não tem um banheiro químico. Eles só botam [os banheiros] nas imediações dos blocos, mas a gente vem bebendo de longe, e caminhando até aqui, sem encontrar um banheiro químico pelo caminho. Um amigo já tomou uma multa [por urinar em via pública]”, denunciou um deles.

A valor da multa para quem urina na rua na cidade do Rio é de R$ 516, 00

*Com Agência Brasil