Corpo de bacharel será sepultado no Sertão; suspeito pode responder por homicídio qualificado

advogada tiro rostoA bacharel em Direito Érika Vanessa de Lima, de 31 anos, vai ser sepultada nesta terça-feira (6), na cidade de Cajazeiras, a 470 km de João Pessoa, no Sertão da Paraíba. Ela morreu na manhã desta segunda-feira (5), após passar 11 dias internada em estado gravíssimo no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, na Capital.

O corpo foi velado durante cinco horas em João Pessoa, em uma central de velórios do bairro de Jaguaribe, onde amigos se despediram da jovem.

Segundo informações do chefe do Instituto de Polícia Científica (IPC) da Capital, Flávio Fabres, a causa da morte da jovem foi uma hipertensão intracraniana e ação perfuro-contundente provocada por projétil de arma de fogo. O laudo final sobre a morte de Érika Vanessa será divulgado em dez dias durante uma entrevista coletiva. Esse prazo poderá ser prorrogado.

A chefe da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (Homicídios), a delegada Roberta Neiva, que comanda as investigações, disse que José Itamar Montenegro de 35 anos, suspeito de atirar contra a namorada, pode responder por crime de homicídio qualificado consumado por motivo fútil. Ele está preso na sede do 5º Batalhão de Polícia Militar, no Valentina (Zona Sul de João Pessoa), por cumprimento de mandado de prisão preventiva.

Érika Vanessa sofreu um tiro no rosto, dentro do apartamento onde morava, no bairro do Bessa, na quinta-feira (24 de abril) e o principal suspeito do crime é o namorado, o bacharel em Direito José Itamar.

A Delegacia de Crimes contra a Pessoa (Homicídios) da Capital interditou a residência da vítima desde quarta-feira (30) e durante três dias o Instituto de Polícia Científica (IPC) realizou exames. De acordo com a delegada Roberta Neiva, as análises no local foram concluídas e os vestígios necessários preservados. “O laudo do IPC será encaminhado à Justiça pela Delegacia de Homicídios no prazo de dez dias”, adiantou a delegada.

Os exames no apartamento de Érika Vanessa foram realizados por uma equipe formada por dois peritos e um técnico em perícia. “O trabalho foi meticuloso, de muita paciência e nós utilizamos métodos científicos consagrados nacional e internacionalmente”, detalhou Herbert Boson, perito que coordenou as análises e que é especialista em Balística Aplicada ao Local de Crime.