CPI da Telefonia Móvel chega á Santa Rita; detecta desmandos na péssima prestação de serviço que levou pessoas a morte.

IMG_20150602_172748643A CPI da Telefonia Móvel que está investigando a prestação de serviço pelas operadoras em todo o estado da Paraíba, realizou uma audiência pública nesta terça-feira (2) ás 18hs, no plenário da Câmara de Santa Rita, para colher depoimentos e deliberar fatos nos serviços prestados pelas operadoras de telefonia móvel no estado, para apresentar um relatório final no plenário da Assembleia legislativa da investigação.

A comissão parlamentar de inquérito da telefonia móvel é presidida pelo deputado estadual João Gonçalves (PSD), tendo como relator João Bosco Carneiro (PSL) e membros efetivos Anísio Maia (PT), Inácio Bento (PT do B), Ricardo Barbosa (PSB), Camila Toscano (PSDB) e janduhy Carneiro (PTN).

Na audiência pública o deputado João Gonçalves (PSD) coordenou os trabalhos convidando para compor a mesa o presidente da Câmara de Santa Rita Anésio Miranda, além dos membros da comissão em seguida passou para o debate com a população, vereadores e a palavra dos deputados.

O deputado estadual José Paulo (PC do B) falou do abandono das operadoras no município que possui zona rural aonde a prestação de serviço não existe exemplificou que do centro da cidade para o Distrito de Forte Velho aonde se desenvolve o turismo a 21 km o serviço é de péssima qualidade quase não havendo a prestação de serviço, “é um Deus nos acuda para conseguir uma ligação e se for da operadora Tim, das outras não existe serviços a população que está desassistida pagando caro sem ter o serviço pelo retorno, essa comissão é o único meio para investigar e punir as operadoras que após esse inquérito tenha a certeza que as operadoras vão prestar um serviço de qualidade” declarou o deputado de Santa Rita.

O presidente da Câmara de Santa Rita Anésio Miranda disse que o parlamento tem cumprido com sua missão e contribuído para que esses serviços venham de boa qualidade para a população, más as operadoras tem e muito deixado a desejar pelo abandono da população que paga caro pelo serviço que chega de péssima qualidade e a CPI investiga e vai punir  que hoje houve a população escutando seu clamor “a Câmara Municipal estará sempre a disposição para contribuir  com a sociedade, disse o presidente Anésio.

O relator da Comissão de Inquérito da Telefonia Móvel falou das dificuldades da instalação da comissão que vai se esforça ao máximo como advogado que tenhamos dados concretos para fortalecer essa comissão e apresentar provas por que estamos sendo acompanhados pelos públicos estadual e federal, ” é preciso que as operadoras prestam o serviço que lhe devido quando firmado os contratos e quando esse serviço não chega é preciso punição”, o contribuinte precisa ser respeitado com o senso de impunidade, pontuou o deputado.

A vereadora Jozefa Mariano (PSD) que mora na zona rural a 17 km do centro da cidade disse que o serviço é ineficiente quase em toda zona rural e que tem defendido no parlamento com ofícios, requerimentos e as operadoras não tem dado respostas e essa CPI chegou em boa hora que vai revelar e punir para que esse serviço chegue como ele é vendido na mídia, cobrou a vereadora Jozefa Mariano (Finha).

Para Lúcia do Eitel Santiago expressou muita revolta e indignação com a perda de um irmão que necessitou da ligação telefônica para socorre para o hospital só fazia dá ocupada e seu irmão chegou a óbito e não foi atendido pelo SAMU, “meu irmão perdeu a vida e quanto perderam como meu irmão pelo Brasil afora pela inoperância de um serviço que funciona precariamente, e que nem no meu próprio Bairro só funciona 15%”, denunciou a moradora.

Para o empresário e ex vice-prefeito de Santa Rita Joaquim Dias Ramos afirmou que as operadoras só sabem arrecadar o dinheiro e a prestação de serviço ao contribuinte é zero. O empresário citou que possui uma propriedade na cidade em um dos integrantes da CPI, o deputado João Bosco, o sinal da operadora não funciona, não existe prestação de serviço para a população apenas cobrança desde que foi privatizada sempre deixou a desejar, apenas cobrança, desabafou.

O jornalista Lamartine do Vale que é morador da cidade reivindicou que as operadoras implantem os postos de atendimento que era antes da privatização “até postos de atendimentos existiam na zona rural e hoje temos que depender de um serviço online que nem sempre tem sucesso no atendimento, estamos a mercer de um serviço que não existe,  é preciso descentralizar os serviços por região e m cada cidade haver um central de atendimento”, reivindicou.

Já o jovem suplente de vereador e militante do direito Carlos Pereira revelou que a cidade necessita de um órgão de proteção para os cidadãos reivindicar seus direitos “não temos a quem recorrer para nos defender dos péssimos serviços prestados pelas operados, até no próprio fórum da cidade o serviço tem dificuldades para realizar uma ligação”, o advogado conclamou uma união para implantação desse órgão para se empenhar para que o cidadão possa ingressar com processo para se defender dos danos causados pelas operadoras, apelou o advogado.

 

Lamartine do Vale, do Paraíba Urgente.