Crise: secretário destaca avanços no Governo RC, mas retomada da data base segue incerta

luis toress criseMesmo com a mudança de governo no âmbito federal o cenário econômico está longe de ser um dos mais promissores. Na Paraíba, por exemplo, a ausência de reajuste salarial, adotada em 2015 e repetida em 2016 deve se estender também por 2017. O prognóstico é do secretário de Comunicação Institucional do Governo da Paraíba, Luís Tôrres.

Segundo ele, o Estado não será irresponsável de fazer nenhum tipo de projeção que não possa cumprir.

“O Estado, em 2015, repetindo em 2016, e vai fazer isso em 2017 se for o caso, não cometerá a irresponsabilidade de conceder aquilo que não tem, aquilo que não pode, isso está além de um debate politico ou de qualquer debate que se possa travar. A questão não é dar ou não dar reajuste, mas sim ter ou não ter condições”, ressaltou.

Luís Tôrres lembrou os avanços alcançados durante a gestão socialista e garantiu que assim que houver uma melhora na arrecadação, o Governo fará o reajuste econômico e valorizará as categorias assim como vem valorizando desde que assumiu o comando da administração estadual.

“O governo, ao longo de cinco anos, concedeu reajustes que tiraram e representaram, para algumas categorias, mais de 70% de diferença, em comparação ao salário que recebiam em dezembro de 2010, para o salário que recebem hoje. Na educação é preciso reconhecer os programas Mestre da Educação e Escola de Valor, que garantem e asseguram os 14º e 15º salário, o que acaba sendo reconhecimento de mérito, mas também contribui com a renda dos professores”, lembrou.

E continuou: “É obvio que estamos todos juntos torcendo para que as coisas melhorem que a arrecadação aumente e que possamos ter aumento, e é claro que o governador, assim que tiver um cenário econômico capaz de fazer reajuste, ele o fará”.

O porta voz do governo alertou que não haverá receio de o governador e da equipe econômica do Governo da Paraíba de fazer o que não pode, “Devemos lembrar que foi o governador da Paraíba quem criou a Data-base e outros programas de valorização do trabalhador, mas é sabido também que o momento que o país passa não será solucionado em um passe de mágica. Não haverá receio do governador e da equipe econômica de fazer o que não pode. Comemoremos nesse momento o esforço para garantir o pagamento da folha em dia, pois se olharem para outros estados vão se agarrar à remuneração que tem, outros estados maiores e mais ricos estão atrasando pagamento e atrasando salário”, reforçou.

No início desse ano o Governo do Estado suspendeu provisoriamente o reajuste das remunerações e subsídios dos servidores ativos, inativos e pensionistas, civis e militares, da administração direta e indireta do Poder Executivo pois não teria como conceder aumento, devido a crise financeira enfrentada pelo país.

O texto da medida suspende os efeitos do artigo 1º da Lei nº 9.073, de 14 de maio de 2012,editada pelo próprio governador, que institui a data-base para o reajuste como sendo no dia 1º de janeiro. De acordo com a medida, a revisão dos salários está suspensa “até que as transferências de recursos federais e a arrecadação fiscal estadual sejam normalizadas”.

Logo que publicou o ato, o governador deixou claro que assim que as contas forem reajustadas, a política de valorização salarial será resgatada: ““Eu não posso nesse momento simplesmente aplicar um reajuste sem que o Estado tenha como pagar. Todo mundo sabe disso. O nosso esforço é manter o pagamento em dia e no momento adequado nós vamos estabelecer o reajuste”, explicou o governador à época.

Márcia Dias

PB Agora