Danúbia Rangel quer trabalhar na prisão para diminuir pena

Rio – Condenada a 28 anos de prisão, Danúbia Rangel quer trabalhar para diminuir a pena. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), há internas classificadas para atuar em diversas atividades, como padaria e limpeza, e a mulher do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, está aguardando uma vaga para o trabalho.

Danúbia está presa há três meses no Presídio Nelson Hungria, no Complexo Penitenciário de Gericinó. No entanto, a Seap informou que ela pediu transferência para a Penitenciária Talavera Bruce, onde há também vagas para as atividades.

Em nota, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) relembrou que o processo de Danúbia está na Vara de Execuções Penais (VEP) por sua condenação e cumpre pena, em regime fechado, no Presídio Nélson Hungria.

“A defesa encaminhou uma petição à VEP, solicitando a sua transferência para o Presídio Talavera Bruce. O objetivo da transferência é de ela trabalhar no presídio. O juiz da VEP enviou consulta à Seap, em dezembro, questionando sobre a possibilidade da transferência e também da possibilidade de trabalhar. São duas situações: ela pode ser transferida e não ser designada para trabalhar de imediato, porque dependerá de haver vaga disponível para exercer o trabalho no presídio”, completou, em nota.

 Danúbia em cela sozinha

Em outubro, dias após ser presa, Danúbia foi colocada, sozinha, em uma cela de seis metros quadrados na cadeia. Segundo a Seap, o isolamento faz parte de um processo de triagem. Agentes penitenciários contaram que, quando ela entrou no corredor da cadeia, algumas internas falaram ‘olha ela, a xerifa’, em referência a um dos apelidos que se autointitulava na Rocinha.

Uma das provas na condenação foi uma interceptação telefônica. “Ela falava sobre uma entrega de dinheiro para VP. Isso pode significar muitas coisas como Vale do Paraíba, Vila”, disse o advogado Marcelo Cruz. VP é o apelido de Marcio Nepomuceno, líder do Comando Vermelho. Na prisão, ela não recusou o almoço com feijão, carne e arroz, além de guaraná natural

Danúbia foi presa no bairro Tauá, na Ilha do Governador. Ela estava saindo da casa de uma amiga, em direção ao morro do Dendê, quando foi detida por policiais das delegacias da Pavuna e Nova Iguaçu. Foragida desde março de 2016, ela é apontada pela polícia como porta-voz de Nem.

O Dia