De volta, Bolsonaro avalia “desgaste” do caso que envolve filho

De volta, Bolsonaro avalia “desgaste” do caso que envolve filho

Depois de quatro dias fora do País, o presidente Jair Bolsonaro retornou ao Brasil, na madrugada desta sexta-feira (25/1), e pretende se reunir com assessores próximos para fazer uma avaliação da primeira viagem internacional e de eventual desgaste na imagem do governo após relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontar movimentações bancárias atípicas do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

A reunião deve ser realizada no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente. Nesta sexta-feira, Bolsonaro tem ainda agendas no Palácio do Planalto com o titular da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e outros ministros de Estado.

Interlocutores próximos ao presidente demonstraram preocupação com os “sinais trocados” dados por Bolsonaro ainda em Davos, onde participou do Fórum Econômico Mundial. Primeiro, o presidente disse que, se o seu filho mais velho estiver errado, deve pagar. Depois, mudou o tom e afirmou que estavam atacando “o garoto” para atingi-lo. Jair Bolsonaro tem dito a assessores que considera um “massacre” o episódio envolvendo Flávio.

Com a cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia, marcada para a próxima segunda-feira (28/1), há uma ala que acredita que a pressão sobre Bolsonaro e o governo deve diminuir, auxiliando na tentativa de separar o caso Flávio Bolsonaro do Palácio do Planalto.

Outros auxiliares, no entanto, têm uma avaliação diferente. Consideram que não haverá trégua para o presidente e que Bolsonaro não pode dar declarações dúbias para suscitar dúvidas de que ele não vai tolerar desvios, mesmo aqueles cometidos pelos filhos, para não desgastar o capital político.

Para auxiliares, a decisão do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, de anunciar um pacote de meta de 100 dias de governo, também não ajudou. O pacote anunciado não citou o tema da reforma da Previdência, considerada o principal projeto do governo para equilibrar as contas públicas.

Metrópoles