João Pessoa 21/02/2019

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Depois de Maranhão anunciar “mijada”, senadores precisam limpar cagada

No universo de apenas 81 senadores, suas excelências conseguiram se embaralhar e contar 82 votos. Resultado: melou a votação que vai escolher o próximo presidente do Senado até 2020. O escrutínio é feito por meio de cédulas. Um erro, sem dúvidas. Em plena era digital, espera-se menos amadorismo da mais alta câmara do Legislativo brasileiro.

O voto em cédula para eleição do presidente da Casa está previsto no regimento interno do Senado. Durante a sexta-feira (1º/2), o assunto chegou a ser pauta entre os parlamentares. Randolfe Rodrigues (Rede-AP), no entanto, reivindicou que a sessão seguisse os ditames regimentais. Alguns parlamentardes argumentaram que as normas são arcaicas e deveriam passar por atualização. Do alto dos seus 85 anos, José Maranhão acatou o pedido de Randolfe e manteve o voto em cédulas.

Momentos depois que vazou no microfone do plenário seu anúncio de que precisava “dar uma mijada”, Maranhão, que presidia a sessão, deparou-se com a cagada: o número de votantes não coincidiu com o de cédulas contabilizadas por suas excelências. Vão ter de rever a votação.

Na Câmara, onde a eleição ocorreu eletronicamente, o resultado foi anunciado menos de 10 minutos após os parlamentares terem concluído os seus votos.

Metrópoles