Deputado oposicionista revela assédio do Governo RC e mantém suspense sobre futuro político

jutai e rcAlvo de inúmeras especulações quanto ao seu posicionamento na Casa de Epitácio Pessoa, o presidente do PRB na Paraíba, o deputado estadual Pastor Jutahy Meneses concedeu entrevista exclusiva ao PB Agora nesta terça, 4, e confirmou ter recebido um convite por parte do staff socialista para ingressar na bancada que dá sustentação ao governador Ricardo Coutinho (PSB) na Assembleia Legislativa.

Jutahy confirmou o assedio, porém mostrou-se em dúvida quanto à decisão que pretende tomar.

“Houve um convite e uma conversa com os deputados Hervázio Bezerra (PSB) e Genival Matias (PT do B) nos fazendo este convite ponderando que eu voltasse à base, já que eu fiz parte da administração estadual, o governador Ricardo Coutinho disse que gostaria muito, pois não tinha nada contra o meu retorno, porém eu votei no senador Cássio (Cunha Lima) para governador e eu ponderei que esse não é o momento para se pensar nisso, é um momento para eu analisar bem o futuro político, o cenário”, disse.

O representante da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) disse que pretende conversar com as suas bases para posteriormente tomar uma decisão.

“Essa decisão não será tomada unicamente por minha pessoa, pois o mandato não pertence só a mim, pertence ao partido e aqueles que nos ajudaram a eleger, é natural e comum compartilhar com eles essa decisão de voltar à base ou não”, enfatizou.

Pastor Jutahy disse considerar natural o convite: “O Governo tem maioria aqui na Assembleia e gostaria de ampliar essa maioria, uma vez que eu já fiz parte da base governista e nunca criei arestas e eu sempre digo que: a minha discussão é no campo político, pessoal não eu não tenho nada contra a pessoa do governador Ricardo Coutinho e temos alguns pontos que divergimos administrativamente, mas nada que seja contra a pessoa dele nem de outro administrador”, frisou.

Quando questionado pelo PB Agora se existia algum prazo para a decisão, o parlamentar desconversou: “Eu não coloquei prazo, também não me pediram prazo e disse que preciso analisar friamente, pois é uma decisão que se eu assim tomar, não quero voltar atrás, por isso não há pressão nem de um lado de nem do outro, é um diálogo amigável e natural”, encerrou.

Henrique Lima

PB Agora