Deputados estaduais defendem eleições gerais como saída para crise política do país

Deputados estaduais defendem eleições gerais como saída para crise política do país

deptados eleiçãoA proposta de encurtar o mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) e convocar eleições gerais no país ainda este ano tem apoio da maioria dos deputados estaduais. Eles acrescentam ainda uma sugestão: acabar com a reeleição no Executivo, com mandato único de cinco anos para o eleito.

A proposta surgiu o Congresso Nacional mesmo antes da votação pela Câmara Federal da autorização do pedido de impeachment pelo Senado. Pelo PMDB, o senador Waldir Raupp sugeriu que essa ideia fosse apreciada. Após a votação do domingo (17), uma parte dos dirigentes do Partido dos Trabalhadores também tentou convencer a própria presidente Dilma.

Entre os deputados estaduais da Paraíba, eleições gerais seriam bem vindas, mesmo eles sabendo que iriam para uma nova disputa e poderiam ficar de forma da Assembleia Legislativa.

O presidente da ALPB, deputado estadual Adriano Galdino (PSB), pré-candidato a prefeito de Campina Grande, concorda com a ideia. “Seria uma oportunidade para que todos os paraibanos e todos os brasileiros pudessem expressar todas as suas angústias e todas as suas queixas através da soberania do voto popular”, disse.

Frei Anastácio (PT) vê com desconfianças, mas diz que apoiaria se as eleições fossem em todos os níveis. “Seria importante para mudar esses cabras que estão no poleiro, que aliás é um poleiro muito sujo”, frisou.

Para Bosco Carneiro (PSL), mexer nas regras eleitorais será complicado, porque tem que alterar princípios constitucionais, como o da anualidade – mudanças nas eleições teriam ser ser feita com um prazo de 12 meses antes de que elas ocorram. “Dizer que eu será contra, numa saída para a solução nacional, não seria correto. Eu seria a favor”, comentou.

Buba Germano (PSB) disse que as eleições gerais serviriam também para dar uma oportunidade aos eleitores de mudar todo o Congresso Nacional.”Na minha ótica, esse Congresso não tem mais credibilidade nenhuma”, defendeu.

Portal do Correio