Dezenas de imigrantes morrem em novo naufrágio perto de Lampedusa - :: Paraiba Urgente :: Portal de Notícias

Dezenas de imigrantes morrem em novo naufrágio perto de Lampedusa

LampedusaUm barco com mais de 200 imigrantes naufragou nessa sexta-feira, 11 de outubro, ao sul de Malta, matando dezenas de pessoas, entre elas várias crianças. O episódio acontece uma semana após a catástrofe de Lampedusa, quando mais de 300 passageiros morreram ao tentar entrar ilegalmente na Europa. Mais de 30 mil clandestinos desembarcaram na Itália esse ano, um número quatro vezes maior que em 2012.

 As equipes de socorro lançaram as operações de resgate na noite de sexta-feira para tentar salvar a vida dos passageiros do barco, que afundou em poucos minutos. O acidente aconteceu por volta das 17h no horário local (12h em Brasília).

O primeiro-ministro maltês Joseph Muscat confirmou em uma entrevista coletiva no início da noite que “pelo menos 27 imigrantes” teriam morrido. Segundo a agência de notícias Ansa, que chegou a avançar o número de 50 vítimas fatais, 33 cadáveres foram encontrados. O chefe do governo de Malta afirma que cerca de 150 passageiros foram salvos pelos barcos da Marinha de seu país. De acordo com as autoridades italianas e maltesas, o barco virou quando os imigrantes, ao tentar chamar a atenção de um avião militar que sobrevoava a região, desestabilizaram a embarcação.

O alerta de naufrágio teria sido dado pelos próprios clandestinos, por meio de um telefone via satélite. O vento forte na região, entre Malta e Lampedusa, na Itália, dificulta as buscas. A embarcação estava em águas territoriais europeias, mas não muito longe do espaço marítimo líbio.

O acidente acontece apenas oito dias após o naufrágio de um barco transportando cerca de 500 pessoas na mesma região. Mais de 300 passageiros, vindos principalmente da Eritréia, que tentavam entrar ilegalmente na Europa, morreram no episódio.

O caso levantou novamente a questão da imigração ilegal no velho continente. Em 2013 mais de 30 mil clandestinos desembarcaram apenas na Itália, um número quatro vezes maior que no ano anterior.