Dia de Combate a Sífilis tem testes rápidos e preservativos grátis na Grande JP

Dia de Combate a Sífilis tem testes rápidos e preservativos grátis na Grande JP

sifilis combateA Secretaria de Saúde da Paraíba (SES) promove ações neste sábado (17), Dia Nacional de Combate a Sífilis, por meio dos Municípios. Na Grande João Pessoa, estão programados testes rápidos de sífilis e HIV, distribuição de preservativos e palestras.

Na Paraíba, a taxa de detecção de sífilis em gestante no ano passado foi de 6,4 para 1000 nascidos vivos e a incidência da sífilis congênita foi de 5,3 para 1000 nascidos vivos.

Os municípios de Mata Redonda e Cabedelo já fecharam a programação das ações. Em mata Redonda serão realizadas palestras abordando as DSTs, além de realização de teste rápido para sífilis e HIV e distribuição de preservativos nesta sexta-feira (16). Já em Cabedelo, de 17 a 29 de outubro, será realizado o teste rápido e distribuição de preservativos e material educativo.

“O diagnóstico precoce é de extrema importância, principalmente nas gestantes, para se evitar a transmissão vertical, ou seja, da mão para o bebê, o que pode levar ao aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer”, explicou a chefe do Núcleo de DST/AIDS e Hepatites Virais, Joanna Angélica Ramalho.

“A SES preconiza e sensibiliza os municípios para que façam questão da testagem na população sexualmente ativa em geral, isso pressupõe também a adequada atenção à saúde do homem, ampliando o acesso deste ao diagnóstico e tratamento. A sífilis é uma doença que vem sendo negligenciada e o tratamento é extremamente fácil e barato, porém muitos profissionais da saúde, a exemplos dos enfermeiros, têm medo de administrar a penicilina, com medo de reações. É importante lembrar que estudos comprovam que o risco de uma reação anafilática é raríssimo”, explicou Joanna Ramalho.

Joanna lembrou ainda que o governo do Estado busca promover larga mobilização para ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento adequado da sífilis, quebrando assim o tabu da penicilina na Atenção Básica.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), por ano ocorrem cerca de 12 milhões de novos casos na população adulta em todo mundo, grande parte em países em desenvolvimento