Famup afirmou que as prefeituras da PB passam por “extremas dificuldade financeiras"

Diminuição do FPM: presidente da Famup diz que municípios vão deixar de investir em obras para pagar folha de pessoal

tota guedesEmpossado presidente da Famup  Tota Guedes, comentou que as prefeituras da Paraíba passam por “extremas dificuldades financeiras”, destacou o decréscimo no Fundo de Participação dos Municípios nos últimos 20 anos e apontou que vai cobrar do Governo Federal que ‘atualizem os programas’ para não cair apenas na conta do município.

Guedes apontou que as prefeituras estão com extremas dificuldades financeiras. “Nos anos 90 os municípios participavam de 22,5% do bolo dos tributos nacionais, hoje são só 13,5% e ainda conseguimos esse 1% do Governo Federal no final do ano”, diz.

O presidente reclamou da criação de programas do governo federal como os Postos de Saúde da Família (PSFs) e merendas, que ele vê como importantes, mas falta subsídios para manter em funcionamento. “Os recursos são insuficientes, os municípios recebem R$ 9 mil para o PSF que gasta mais de R$ 35 mil. Os gestores tem que ter capela principalmente esse ano que a previsão da receita é cada vez menor. Os municípios vai receber em janeiro de 2015 menos do que recebeu em 2014 e sem falar no novo salário mínimo, piso dos professores”, reclama.

De acordo com o presidente, os municípios tiveram dificuldades de fechar suas contas em 2014 e agora a Famup vai cobrar do governo federal que atualize os programas, além de mostrar as dificuldades que os municípios estão enfrentando: “A realidade financeira dos municípios está muito grave”, diz.

Questionado a respeito de os municípios terem que arcar com essas despesas, Gomes lamentou: “Se não pagar vem Justiça e Ministério Público. O que vai ocorrer é o município deixar de investir em outras coisas porque prioriza a folha de pessoal”.

Pacto pelo desenvolvimento dos Municípios – Guedes afirmou que já se reuniu com o secretário de Articulação Municipal, Waldson de Sousa, que se mostrou ‘no caminho de nos ajudar mais ainda’. Ele destacou que com o pacto, o município vai criar a demanda e levar para o governo do estado e então terão recursos com contrapartida. “Os municípios vão melhorar os indicadores sociais”, garante. Guedes lembrou porém, que é preciso esperar ser lançado o edital e garantiu a parceria com o governo do Estado “independente de cores partidárias”.

Marília Domingues