Distritão, a saída para os políticos em 2018?

Congresso Nacional.

Congresso só tem quatro meses para definir as regras das eleições 2018

Acuado pela Lava Jato por todas as vertentes, por dentro, por fora, da Chapeleira (como chamam o prédio do Congresso) ao Planalto, do outro lado da rua, do Oiapoque ao Chuí meladeira geral, o Congresso só tem quatro meses para definir as regras do jogo para 2018 (esperança de muitos de salvar a pele).

O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB), presidente da Comissão da Reforma Política da Câmara diz que a crise ajuda. Tem lógica, pela urgência, emergência e necessidade de buscar o auto-socorro (no bom e no mau sentido).

É certo que o voto em lista está descartado. Diz Lúcio que está no horizonte o chamado Distritão como forma transitória para o distrital misto. E, o principal, financiamento público, com direito a doações de pessoas físicas. Discute-se só o limite, alguns defendendo até dois salários mínimos, outros até 10.

– Vamos ter que votar. É necessidade.

O que é Distritão? – É o seguinte: os partidos lançam os candidatos a deputado, mas a eleição vira majoritária, ganha quem tem mais voto. Ou seja, os 39 federais e 63 estaduais baianos, por exemplo, serão rigorosamente os mais votados.

Isso acaba as coligações.

Exceção da regra

A presidente do TJ, Maria do Socorro Santiago, assina terça a ordem de serviço para a construção do novo fórum de Camaçari, que vai custar aí por volta de R$ 16 milhões com conclusão prevista para novembro deste ano.

Aí vai, no preço e no prazo. Quem vai construir é a Andrade Mendonça. Ela vem emergindo na fedentina da Lava Jato como um ponto cheiroso entre as empreiteiras: fez a Arena Castelão, no Ceará, para a Copa, e foi a única cujo valor final caiu de R$ 623 milhões para R$ 518,6 milhões, mais de R$ 100 milhões a menos.

Estamos na democracia e cada um tem o direito de falar a imbecilidade que quiser

Romero Jucá, senador do PMDB de Roraima, aliado de Temer, rebatendo o colega Renan Calheiros (PMDB-AL).

Quem diz que o Congresso está funcionando é a imprensa pró-Temer. O Congresso está paralisado

Otto Alencar, senador baiano do PSD, que defende a saída de Temer do governo.

Medrado fora

Colbert Martins (PMDB), hoje vice-prefeito de Feira de Santana, decide amanhã se assume ou não a vaga de Antonio Imbassahy na Câmara dos Deputados, até hoje em aberto porque o suplente é Marcos Medrado, que já anunciou a disposição de ficar na oposição, se for para Brasília.

Caso Colbert desista, Zé de Chico (DEM), empresário em Feira, pode ir arrumando o paletó. Marcos Medrado já disse que não quer mais:

– Prefiro disputar outro mandato.

Boi de ouro

E por falar em Feira, Wilson Paz, ex-prefeito de Andaraí, acaba de inaugurar lá uma casa de carne requintada; tem até um boi pintado de ouro na porta. Na inauguração, um convidado ilustre: Jaques Wagner, que até distribuiu bebidas entre os convidados.

Epigrama do PSDB

O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati, se reúne com deputados e senadores tucanos para explicar que a legenda vai esperar a o julgamento do caso Dilma-Temer no TSE, marcado para 6 de junho, para decidir se desembarca ou não do moribundo governo de Michel Temer.

Antonio Lins diz que é oportunismo multiplicado por mil. O PSDB sempre em cima do muro. E mandou o epigrama:

Muito esperta a tal legenda

Não é governo ou oposição,

Mas conforme a oferenda

Pode morrer de inanição.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Ossos de ofício

Conta Ivan Ramos, ex-vereador em Salvador, que lá um dia com Maltez Leone, colega de Câmara, chegou um cidadão:

– Dr. Maltez, minha mãe está sepultada na Ordem 3ª de São Francisco, venceu o prazo e lá o pessoal disse que ou eu arranjo um ossuário ou vão incinerar os ossos.

– Então conte comigo, amigo. Vamos tocar fogo em sua mãe…

– Mas o senhor tem um ossuário lá.

Maltez virou-se para um assessor:

– Miltinho, veja aí se tem vaga no ossuário.

Miltinho conferiu:

– Tem uma vaga. Mas o senhor já prometeu para sua comadre.

– Tá vendo, meu filho? Eu até queria lhe ajudar, mas a prioridade é de minha comadre. Eu sou político, vivo de voto e ela vota em mim.

– Mas eu também posso votar.

Maltez pensou, deu o veredicto:

– Tá bem, tá bem. Vou lhe dar a vaga e depois eu resolvo o caso da minha comadre, mas você me traga aqui 15 títulos eleitorais ou então eu mando tocar fogo em sua mãe, viu?

Por Levi Vasconcelos

A Tarde