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Dólar fecha em queda após cinco dias de valorização

download (1)Após iniciar o dia em alta, o dólar virou e terminou a sexta-feira (21) em queda, com investidores vendendo a moeda diante da forte volatilidade nos mercados cambiais e da piora do cenário externo. A divisa terminou o dia vendida a R$ 2,2445, em baixa de 0,6%.

A baixa vem na sequência de cinco dias seguidos de valorização do dólar. Com isso, no acumulado da semana a moeda teve alta de 4,48%.

“O mercado, de maneira geral, estava um pouco mais comprado. Aí o mercado externo virou, e os investidores estão saindo da posição”, afirmou o operador de uma corretora brasileira. “Acho que é natural, nada de muito pronunciado”.

Pela manhã, a moeda dos Estados Unidos avançou frente ao real, dando continuidade à tendência de valorização da divisa em meio a expectativas de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, comece a diminuir seu estímulo monetário já neste ano. O dólar já avançou 5,4 por cento ante o real em junho até a véspera.

A alta da taxa de câmbio tem levado o BC a intervir no mercado frequentemente nas últimas sessões. Mais cedo a autoridade monetária vendeu 37,3 mil contratos da oferta total de até 40 mil, com volume financeiro equivalente US$ 1,828 bilhão.

Na véspera, o BC havia realizado leilão de swap tradicional e dois leilões de venda de dólares com compromisso de compra, mas não foi o suficiente para fazer a moeda inverter a tendência de alta. Na quinta-feira, o dólar subiu 1,69%, encerrando o dia cotado a R$ 2,2580 apesar da forte atuação do BC.

“O mercado mostrou no swap de ontem pela manhã que há demanda por dólares”, disse o operador do banco nacional, referindo-se à venda do lote integral de 60 mil contratos ofertados pelo BC.

Ele destacou, no entanto, que embora a autoridade monetária mostre-se preocupada com a cotação do dólar por causa de repasses à inflação, o momento de apreciação generalizada da divisa no mundo impede que as atuações do BC segurem a alta.

Essas atuações servem apenas para desacelerar a valorização causada por movimentos especulativos e que fazem o mercado doméstico descolar do internacional.

G1