DUELO DE CAMPEÕES: treinos secretos e provocações antecedem batalha entre Campinense e Operário na Série D

DUELO DE CAMPEÕES: treinos secretos e provocações antecedem batalha entre Campinense e Operário na Série D

campinense e operárioO clima é tenso e de decisão. No duelo entre o campeão paraibano e o campeão paranaense, apenas um sobreviverá. Mistério entre os treinadores, provocações, treinos secretos com portões fechados e dúvidas em relação aos times que começarão jogando.

A batalha pela classificação para a próxima fase da Série D do Brasileiro, entre Campinense e Operário (PR), promete. A diretoria do rubro-negro colocou 22 mil ingressos a disposição do torcedor. Ou seja, o Amigão poderá ter a sua capacidade máxima no duelo que pode deixar o Campinense mais próximo da Série C. A partida acontece neste domingo às 16 horas no Ernany Sátiro. No primeiro duelo das oitavas de final, disputado em Ponta Grossa, o Operário levou a melhor, e venceu por 1 x 0.

Antes da bola rolar no entanto, os técnicos dos dois clubes, já travaram uma batalha fora das quatro linhas. As provocações dos dois lados, apimentaram ainda mais a decisão.

O técnico do Campinense Francisco Diá, acusou o técnico do Operário de esconder o jogo. O técnico raposeiro e o preparador físico Jean Robson, deram declarações polêmicas prevendo dificuldade física do Operário no gramado do Amigão. Uma das apostas é que a grama pesada e as dimensões (110m x 75m) do Amigão, diferentes do “gramado tipo arena” do Germano Krüger (105m x 68m), possam beneficiar o time rubro-negro.

Ao saber das declarações, o preparador físico do Operário-PR, Carlos Alberto Gamarra, rebateu a comissão técnica do Campinense e afirmou que os jogadores do Fantasma terão rendimento melhor na segunda partida do mata a mata. De acordo com o preparador físico do Fantasma paranaense, a equipe chegou em melhor condição para a “decisão” em Campina Grande. Gamarra, inclusive, afasta o receio por conta das altas temperaturas da Paraíba.

E o mistério que cerca a decisão não parou por aí. O técnico do Operário Itamar Schulle, implantou a “lei da mordaça” antes da decisão e impediu os jogadores de darem entrevistas. Apenas ele tinha autorização para falar com a imprensa. Na chegada da delegação em Campina na última quinta-feira, Itamar negou que estivesse fazendo mistério ou sonegando informações sobre o time que iniciará a partida.

As estratégias de Schller e Francisco Diá, praticamente foram as mesas. Nesta sexta-feira, o Campinense fez um treino fechado no estádio O Amigão. O Operário também realizou um treino com os secreto, só que no estádio Presidente Vargas, campo do Treze, principal rival da Raposa.

A exemplo do Operário, o Campinense tem desfalques importantes para o confronto. No coletivo desta sexta-feira, Diá testou algumas formações, e teve que fazer mudanças de última hora. Dois ou três atacantes, dupla ou trio de volantes, muita preocupação com as lesões de última hora de Negreti e Rodrigão.

A dor de cabeça de Francisco Diá aumentou porque Negreti só conseguiu treinar alguns minutos, e Rodrigão ainda sente um desconforto no joelho. O volante, com dores no calcanhar, não treinou durante a semana. Já o artilheiro raposeiro chutou mais o chão do que a bola no trabalho de quinta-feira e é dúvida para domingo.

Sem poder contar com o lateral Ronael e o volante Magno, suspensos com o terceiro cartão amarelo, o treinador da Raposa, quebra a cabeça para escolher os substitutos. A tendência é que Felipe Ramon seja escolhido como o substituto de Ronael. Leandro Sobral e Éder Guerreiro, disputam a vaga de Magno.

Como a vaga pode ser decidida nos pênaltis, caso a Raposa vença pelo placar de 1 x 0, Diá treinou cobranças de penalidades, sendo que o destaque foi Felipe Ramom com 100% de aproveitamento. No melhor dos cenários, Diá projeta o Campinense com Gledson, Grafite, Joécio, Tiago Sala e Felipe Ramon; Negreti, David, Leandro Sobral e Valdeir; Túlio Renan e Rodrigão (Adalgiso Pitibú).

Operário. No clube paranaense, o clima de mistério predomina. O clube paranaense chegou em Campina Grande na última quinta-feira, e os jogadores não deram entrevista. Foram direto para o hotel. A diretoria não confirmou publicamente, mas a imprensa de Ponta Grossa revelou uma das estratégias da comissão técnica, que é transferir toda a delegação de um hotel para outro na noite do sábado. A idéia é despistar a torcida da Raposa e evitar barulho em frente ao hotel, o que poderia tirar o sossego dos atletas.

Embora tenha negado, o técnico Itamar Schulle fez mistérios na escalação do time para o segundo confronto das oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro.

O principal problema do treinador é no sistema de defesa. O lateral-direito Douglas Mendes recebeu o terceiro cartão amarelo no primeiro confronto e já se tornou desfalque certo. Mas, para sua vaga, o substituto imediato Marcelo Xavier já vem treinando com o time titular. Porém, além disso, o lateral Peixoto também alegou problemas musculares e ainda é dúvida.

Com a vantagem de um gol no primeiro confronto, o campeão paranaense agora joga por um empate fora de casa ou até mesmo uma derrota por um gol de diferença. Caso o placar do primeiro jogo se repita, o confronto será decidido nas cobranças de pênalti. O Campinense precisa vencer por 2 dois de diferença para seguir em frente na Série D e manter vivo o sonho do acesso para a Série C no ano do seu Centenário.

Severino Lopes

PBAgora