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Ecologistas estão presos em condições desumanas na Rússia, diz advogado

2013-10-05T202347Z_1903281502_GM1E9A60BJO01_RTRMADP_3_ARGENTINA_0O Greenpeace denunciou nesta segunda-feira as “condições desumanas” a que estão submetidos seus 30 militantes presos no fim de setembro quando tentavam abordar uma plataforma petrolífera russa no Ártico.

 Em coletiva de imprensa concedida em Murmansk, o advogado da ONG Serguei Golubok descreveu o tratamento reservado aos ativistas, que foram considerados culpados de “pirataria em grupo organizada”. Pela lei russa, a pena pelo crime pode chegar a 15 anos de prisão.

Vários dos detidos, contou Golubok, “não têm acesso à água potável” e todos são permanentemente monitorados por câmeras, até quando vão ao banheiro. “Nenhum deles recebe tratamento médico adequado”, denunciou o advogado.

E a lista segue: como apenas quatro dos presos são russos, a maioria não fala a língua local. Além de não conseguirem conversar com os guardas, eles não podem preencher formulários em russo para retirar dinheiro de suas contas bancárias nem falar com os parentes, já que eles só podem conversar ao telefone em idiomas que as autoridades compreendam.

A tripulação do navio Arctic Sunrise, composta de 28 militantes e dois jornalistas, compreende cidadãos de 18 países diferentes. Entre eles, Brasil, Rússia, Estados Unidos, Nova Zelândia, Argentina, Grã-Bretanha, Holanda e França.