João Pessoa 15/12/2018

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Editorial: Julian Lemos tem a chance de ser fiador de uma dívida histórica com a Paraíba

A palavra da moda é fake. Muito se escutou sobre ela. A “tal” é sinônimo de mentira, algo falso que almeja prejudicar ou beneficiar alguém. E nesse mar de notícias “maquiadas” eis que surgiu um nome e sobrenome real, capaz de ajudar a nossa combalida Paraíba. Trata-se do deputado federal eleito pelo PSL, Julian Lemos, amigo do novo presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.

Desde a redemocratização a Paraíba não teve oportunidades concretas de ser lembrada pelo alto escalão de Brasília. Mas não vou continuar conjugando no passado. Falei “não teve”. Agora tem! Para quem conhece e convive com a política diária, não carece, não precisa desenhar numa folha em branco o grau de amizade, intimidade e respeito mútuo entre o paraibano de Campina Grande e o capitão que se tornou presidente da República pela via democrática do voto popular.

Julian Lemos sempre acreditou em Bolsonaro. Sua tenacidade e certeza no sucesso do seu amigo são impressionantes. Ele saiu da condição de “eremita”, quando pregava só no “deserto dos incrédulos”, afirmando que o capitão reformado do Exército seria o próximo presidente da República, para ocupar um lugar de destaque no cenário político nacional.

Foi visto ontem o filho da Paraíba ao lado do presidente eleito. Estava ele próximo a Jair Bolsonaro quando o discurso presidencial foi lido em rede nacional. Hoje as capas dos principais jornais do Brasil e do mundo trazem a imagem de Julian Lemos próxima ao Capitão. Para quem não tem inveja e torce pelo Estado, temos um paraibano literalmente fincado na cozinha do presidente.

Um paraibano que não é interpelado na portaria do condomínio para entrar na residência do amigo. Em janeiro, após a posse de Bolsonaro, Julian Lemos também não necessitará ser anunciado pelo chefe de gabinete. Assessores e todo aparato de segurança serão dispensados. Ele terá livre acesso à intimidade do Palácio da Alvorada.

Por isso que chamo a atenção, já no título deste artigo, que a Paraíba tem a oportunidade histórica de ser ressarcida de uma divida. Um débito deixado pelos presidentes eleitos desde a nossa redemocratização. Há décadas nos sobram, apenas, as migalhas do Governo Federal.

Metaforicamente falando, a Paraíba sempre foi o “patinho” feio da Federação. Esquecida e à margem dos recursos estruturantes das grandes obras nacionais. Mas esse cenário tem a chance demudar. Essa é uma certeza que já havia vislumbrado, e foi concretizada quando vi ombro a ombro, para utilizar o jargão militar, Julian Lemos cerrar fileiras com Jair Bolsonaro durante a campanha até a sua vitória.

Para a minha nós não restam dúvidas. Vejo em Julian Lemos uma espécie de Eduardo Campos, homem que soube utilizar o seu bom relacionamento com o ex-presidente Lula para catapultar Pernambuco à frente dos demais estados e, assim, receber ações e investimentos federais acima média.

Comparações relativizadas, Julian Lemos é próximo a Jair Bolsonaro. São amigos legítimos de fé e coragem. O campinense foi escolhido a dedo pelo Capitão para integrar a executiva nacional do PSL. Quase foi vice da chapa presidencial em momentos de turbulência. Passado os percalços, foi alçado para coordenar geral da campanha de Bolsonaro no Nordeste.

Por tudo que já expus e outras situações que ficaram fora dessa análise, acredito que a Paraíba terá um dos homens mais fortes da República quando janeiro chegar. Eu, e todos que residem no “Sublime Torrão”, esperam que a dívida histórica para com a nossa esquecida Paraíba seja quitada. Que Julian seja o nosso Eduardo Campos no Governo Lula.

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