Eike Batista anuncia no Twitter: ‘Estou de volta!

Eike Bataistadurante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), onde criticou a atuação do banco de fomento e do governo na condução dos projetos para a criação de estaleiros. Brasilia, 29-11-17. Sérgio Lima/PODER 360

Em 2 tweets, o empresário Eike Batista avisou aos seus 1,2 milhão de seguidores que está de volta a rede social. Eike anunciou ainda que também terá canal no YouTube e perfil no Instagram. O empresário estava há mais de 1 ano sem publicar nas redes.

Até o dia 30 de abril o ex-presidente do Grupo EBX estava preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro. Hoje, o empresário já tem mais liberdade para acessar as redes sociais. Está apenas em regime de recolhimento noturno. Proibido de sair à noite, nos feriados e nos fins de semana. Tem ainda a obrigação de comparecer periodicamente à Justiça.

Ao menos na versão do empresário, as páginas serão para Eike contar “um pouco” de sua “trajetória”.

Estou de volta! Fiquem ligados em meu novo canal no Youtube e no Instagram, onde estarei contando um pouco da minha trajetória. Poucos sabem, mas são mais de 36 anos de dedicação ao Brasil.

Nestes canais falarei sobre projetos únicos e estruturantes que revolucionaram nosso querido Brasil nas áreas de superportos, mineração e geração de energia em larga escala, assim como trabalhos na área social melhorando a vida de muitos brasileiros.

Eike chegou a ser o homem mais rico do Brasil e o 7º do mundo, com uma fortuna superior a US$ 30 bilhões. Mas seus projetos empresariais foram pouco a pouco falindo.

Em janeiro de 2017, o empresário foi preso preventivamente por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7ᵃ Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A prisão foi determinada na Operação Eficiência, desdobramento das Lava Jato no Rio.

O empresário é acusado de ter pago US$ 16,5 milhões em propina ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB). O esquema de corrupção teria lavado pelo menos US$ 100 milhões para pessoas próximas a Cabral.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a proposta de delação premiada ofertada pela defesa do empresário a PGR (Procuradoria-Geral da República) não foi aceita.

Eike Batista foi condenado em junho pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a pagar R$ 21 milhões em multa. De acordo com o colegiado, Eike teve informação privilegiada e a usou na venda de ações da OSX. Ele era acionista majoritário da empresa, que atuava no setor da construção naval.

Poder360