João Pessoa 10/12/2018

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Em clássico quente, Boca e River empatam na Bombonera e decisão fica para Nuñez

Mais que um clássico, foi um Superclássico. No duelo com mais cara de Libertadores da história, Boca Juniors e River Plate abriram a decisão do torneio com um jogaço na Bombonera, que terminou com empate em 2 a 2.

Sem vantagem para nenhum lado, e sem critério de gol fora, tudo fica aberto para o jogo da volta, que está agendado para o próximo dia 24, um sábado, no Monumental de Nuñez.

Mais que um clássico

Em um início de clássico com cara de clássico (divididas duras, discussões e muita briga), as primeiras chances vieram na bola parada. Pity Martínez, em cobrança de falta, parou em defesaça de Rossi. Na cobrança de escanteio, Lucas Martínez conseguiu a cabeçada, mas mandou para fora.

O River Plate mostrava mais tranquilidade com a bola nos pés. No toque de bola, arrumou a segunda chance quando Casco cruzou na medida e Santos Borré tocou de cabeça, mas Rossi fez outra defesaça.

O Boca não conseguia trabalhar tanto a bola. Tentava avançar através de lançamentos, mas pouco conseguia. Em 30 minutos, o time de Schelotto não conseguiu nenhuma jogada de perigo.

A primeira saiu aos 34, e acabou sendo o necessário para o gol. Ramón Ábila recebeu na área e bateu de direita, parando em Armani. Só que a bola sobrou para o atacante, que bateu forte de canhota, dessa vez sem Armani evitar a entrada da bola.

O clima na Bombonera foi de festa, mas não por muito tempo. A resposta dos Millionarios foi rápida, e Pratto avançou até a área. Dentro dela, mandou chute cruzado de direita, sem Rossi conseguir alcançar a bola.

O dérbi pegou fogo. Os visitantes quase conseguiram a virada em cruzamento de Montiel que acabou com Pity. O meia chutou, mas Rossi defendeu com as pernas. Pouco depois, Borré saiu na cara do gol, mas chutou para fora.

Quem conseguiu o segundo gol ainda no primeiro tempo foram os Xeneize. O herói da semifinal, Benedetto, aproveitou cobrança de falta de Villa e marcou de cabeça. De novo, loucura na Bombonera.

Empate é a saída

O segundo tempo começou com domínio xeneize no meio-campo. Os Millionariostentavam mostrar superioridade nas pontas. Pela esquerda, Casco assustou com uma bomba de canhota.

A bola parada também apareceu como opção, e foi decisiva. Pity Martínez cobrou falta na área e Carlos Izquierdoz acabou desviando para fazer gol contra.

O embate seguia equilibrado: o Boca continuava apostando na ligação direta, perdendo aos poucos espaço no meio; o River tentava chegar em passes rápidos.

Nos minutos finais, faltou ambição ao time de Nuñez, que parecia contente com o empate. Do outro lado, faltou um repertório maior de jogadas, que se limitaram a lançamentos, mesmo após a entrada de Tevez.

Em um momento, Carlitos pareceu que ia resolver. O atacante deixou Benedetto na cara do gol, mas o atacante acabou parando em Armani. A decisão fica mesmo para o Monumental.

O Gol