João Pessoa 17/12/2018

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Em conversa grampeada pela Polícia Federal, Alerj é apelidada de ‘casa das primas’

Em uma das escutas autorizadas pela Justiça na Operação Furna da Onça, da Polícia Federal, que prendeu dez deputados estaduais acusados de integrar um esquema de compra de votos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), uma pessoa, que seria a mulher do deputado Marcos Abrahão (Avante), refere-se a um encontro na “casa das primas” — uma gíria para prostíbulo, bordel. De acordo com a petição do Ministério Público Federal, o apelido seria uma referência à própria Alerj.

A conversa, interceptada na tarde de 11 de setembro deste ano, menos de um mês antes das eleições, é entre duas pessoas, identificadas como Eucimar e Dadá. Eucimar seria a mulher de Abrahão, Eucimar Mendonça Valente Abrahão. Dadá não teve a identificação divulgada na petição do MPF. Eucimar pergunta se dois homens ligados à campanha de Abrahão já saíram. Dadá responde que sim, e Eucimar pergunta: ” Então eles foram onde tinhanm que ir, né?”. Dadá novamente diz que sim, e a mulher do deputado emenda: “Na casa das primas”. Dadá ri e confirma: “Isso aí. Lá no Rio”.

Cinco deputados presos foram reeleitos

Os mandados de prisão cumpridos pela Polícia Federal nesta quinta atingiram dez deputados estaduais do Rio. Destes, sete disputaram a reeleição no último pleito, excetuando apenas Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, presos desde o ano passado. Cinco foram reeleitos, e dois ficaram como suplentes. Outro alvo da operação foi Vinícius Farah, vice-presidente do Detran e ex-prefeito de Três Rios, recém-eleito deputado federal pelo MDB.

Os parlamentares são acusados de fazerem parte de um esquema comandado por Sergio Cabral para compra de apoio político. Outro fato comum entre eles é que todos votaram pela soltura de Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo em polêmica sessão na Alerj, no ano passado. A decisão foi posteriormente anulada pela justiça, e hoje Picciani cumpre prisão domiciliar. Os demais estão presos.

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