Em entrevista ao "Le Figaro", Marta Suplicy diz que Brasil não é só "Carnaval e futebol" - :: Paraiba Urgente :: Portal de Notícias

Em entrevista ao “Le Figaro”, Marta Suplicy diz que Brasil não é só “Carnaval e futebol”

marta suplicyA ministra Marta Suplicy continua giro pela Europa, onde visita projetos culturais.

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O jornal francês “Le Figaro” traz uma entrevista que ocupa uma página inteira na edição desta quinta-feira (8). Marta Suplicy é descrita como uma mulher pragmática, apaixonada por política e conhecedora de futebol. A ex-prefeita de São Paulo também elogiada por sua elegância e pela “pele de pêssego”.

Para além dos elogios, o jornal destaca que Marta Suplicy esteve em Paris nesta semana para a abertura da exposição de Cândido Portinari no Grand Palais. Para a ministra, essa é uma “excelente oportunidade” de mostrar à França que o Brasil não é apenas o “país do futebol, do Carnaval e do samba”.

Marta enfatiza que, embora praticamente desconhecido do público europeu, Portinari foi um pintor extraordinário que soube retratar toda a diversidade dos brasileiros. “Portinari tem uma linguagem universal que pertence a todos os grandes pintores”, declarou. “As imagens [dos quadros de Portinari] não são clichês. Elas são verdadeiramente a alma brasileira”.

Relevância do Ministério da Cultura

Na entrevista, o jornal não fica só nos elogios e também alfineta Marta Suplicy.  O diário conservador pergunta para a ministra qual a relevância do seu ministério em um país com tantos problemas quanto o Brasil. Para a ministra, a cultura “não é um luxo. Ela é uma necessidade”. E a projeção artística do Brasil no exterior é uma forma de exercer um “soft power”. Internamente, ela defende um acesso à cultura para as camadas populares e revela a sua política de criação de centros de cultura e esporte em favelas e bairros com alto índice de criminalidade.

Em relação aos ministros da cultura anteriores, como Gilberto Gil, ela diz ter um perfil “totalmente diferente”. “Sou política. Isso me facilita muito as coisas. Sou senadora até 2019. Eu conheço ou apoiei todas as leis culturais que foram apresentadas nos últimos oito anos “.

Passado de sexóloga

O passado de sexóloga de Marta Suplicy também é lemrbado na enrtevista que cita o programa apresentado por ela nos anos 80. Para ela, a sexualidade é intimamente ligada ao poder e a discussão sobre o assunto é essencial no Brasil. ” As mulheres brasileiars eram prisioneiras de uma sociedade machista”, avaliou. “Nos anos 80, quando dizia que a mulher tinha o mesmo direito que o homem de ter uma vida sexual foi uma revolução”.
RFI