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Em site de paquera, mulheres colocam homens no carrinho de compras

Homem no carroFoi para ajudar suas amigas cheias de atitude que Manuel Conejo e Florent Steiner, dois empreendedores franceses de 34 anos, criaram o serviço de relacionamento Adote um Cara. O site de dating simula uma loja on-line: para “comprar” um homem, a usuária — sim, o app foi criado para elas — deve colocar o avatar dele no carrinho de compras. Ao fazer a “aquisição”, a “consumidora” abre o canal de comunicação entre eles. Na prática, a iniciativa deve partir sempre delas. O site nasceu em Paris em 2008 e desde dezembro de 2013 funciona no Brasil. Por aqui, 50.000 usuários já se cadastraram.

Na França, o AdopteUnMec (adote um cara, em francês) está entre os sites de relacionamento mais populares do país, com mais de 7 milhões de pessoas. Em entrevista ao site de VEJA, Conejo explica que a ideia foi criar uma rede que desse mais poder às mulheres. “Os homens podem até demonstrar interesse por meio de um ‘charme’, um recurso nos modelos do Cutucar do Facebook, mas quem decide se vai ou não rolar a primeira conversa é sempre a garota”, diz.

Segundo Conejo, a brincadeira de colocar garotos em uma prateleira, como um xampu ou hidratante, não repercutiu de forma negativa em nenhum dos países onde o site está disponível. “Os homens estão felizes em aparecer na rede como produtos”, brinca. “É engraçado, mas nunca recebemos uma reclamação. Somos um site feminista, mas não sexista”, esclarece o empresário francês.

Divulgação

Loja real ‘vende’ caras nas ruas de Paris em ação de marketing do site ‘Adote um Cara’

Além da França, o Adote um Cara está disponível na Itália, Espanha, Polônia, Alemanha e Brasil, primeira aposta da companhia fora da Europa. O serviço também está começando suas operações no México, Argentina e Colômbia.

A estreia em solo brasileiro era estudada desde 2012, quando a empresa decidiu realizar uma ação de marketing em Paris. Na época, eles montaram uma boutique com homens “oferecidos” em caixas de boneca (confira o vídeo abaixo em francês). Ninguém podia comprá-los, é claro, mas a campanha chamou a atenção das turistas brasileiras que passaram pela loja de mentirinha — elas clamaram pela criação de uma versão em São Paulo e no Rio. Conejo e Steiner, então, decidiram avaliar o mercado local. Gostaram do viram e um ano depois o serviço estreou aqui.

Faturamento — O modelo de negócio varia de país para país. Na França, onde está mais consolidado, o site é gratuito para as mulheres, mas os homens interessados em ganhar um espacinho na prateleira virtual tornam-se membros e pagam uma assinatura mensal. O modelo parece estar dando certo. O serviço faturou mais de 20 milhões de euros (69 milhões de reais) em 2013.

Em outros mercados, a empresa aposta em uma solução freemium. Nesses casos, o cadastro dos homens é gratuito, mas eles podem pagar por recursos extras como o “charme”, que pode ser usado para demonstrar o interesse em uma garota da comunidade. No Brasil, por ora, ninguém precisa pagar para usar o Adote um Cara. “O mercado brasileiro é muito diferente do francês e por isso estamos oferecendo o serviço gratuitamente no país. Ainda não definimos para qual modelo vamos migrar — freemium ou assinatura —, mas acho que o freemium é mais interessante para o Brasil”, afirma Conejo.

O serviço pode ser acessado pelo celular, mas ainda não está disponível no formato de aplicativo. De acordo com Conejo, o app será lançado no Brasil em março. Assim como o Lulu, que deu às mulheres o “poder” de avaliar on-line seus parceiros, o Adote um Cara também incentiva o público feminino a tomar iniciativa. As interessadas só precisam correr, porque a oferta de barbudos, diz o site, é imperdível.

Veja.com/Redes Sociais