Em Viena apela-se a um cessar-fogo na Síria

Em Viena apela-se a um cessar-fogo na Síria

ataques contra rebeldesOs dezassete países reunidos hoje em Viena para tentar encontrar uma solução para a guerra na Síria apelaram à instauração do cessar-fogo, do relançamento das negociações sobre a égide da ONU entre o governo e a oposição e a realização de eleições.

Em Viena, os Estados Unidos, a Rússia e o Irão constataram a existência de desacordos sobre o futuro do dirigente sírio, Bashar Al-Assad, todavia reconheceram a necessidade de continuarem a trabalhar com vista a uma solução política. Num comunicado comum, os participantes nas negociações reconhecem que as “divergências subsistem” mas admitem que é“imperativo acelerar todos os esforços diplomáticos para por fim à guerra”.

Os três países que têm desempenhado um papel estratégico nos esforços diplomáticos para a resolução da crise síria ” chegaram a acordo para depois entrarem em desacordo”, sobre o caso Assad, declarou o chefe da diplomacia norte-americana, Jonh kerry. Os países pediram à ONU para reunir representantes do governo sírio e da oposição para relançarem o “processo político que conduza o país a uma governação credível, inclusiva, não sectária, de uma nova Constituição e de eleições”.

EUA enviam soldados para o terreno

O Presidente norte-americano, Barack Obama, autorizou hoje o envio de cerca de 50 soldados para o norte da Síria para combater juntamente com as forças locais a organização do Estado islâmico. A Casa Branca veio dizer que este envio não vem alterar em nada a estratégia norte americana para o país e não adiantou a data dos soldados para o terreno.

Ataques contra rebeldes fazem mais de 80 mortos

Segundo o Observatório Sírio para os Direitos do Humanos pelo menos 89 pessoas perderam a vida nos ataques contra os bastiões dos rebeldes. Estes bombardeamentos tiveram lugar enquanto os principais actores diplomáticos do dossier sírio estavam reunidos, na capital austríaca, para encontrar uma solução política no conflito que fez mais de 250 mil mortos nos últimos quatro anos.