Emocionado, Adilson anuncia aposentadoria por problemas cardíacos

Emocionado, Adilson anuncia aposentadoria por problemas cardíacos

As suspeitas sobre o caso Adilson foram confirmadas nesta sexta-feira em coletiva de imprensa marcada pelo Atlético Mineiro. O volante, que vinha ausente nos treinos, na verdade foi forçado a abandonar o futebol por conta de uma cardiomiopatia hipertrófica, um problema cardíaco que coloca em risco a sua vida. A doença é uma das causas mais frequentes de morte súbita em atletas.

O problema foi detectado em exames durante a pausa para a Copa América e os médicos consultados foram unanimes em recomendar a aposentadoria. “Fizemos uma avaliação agora no meio do ano, na intertemporada, que caracterizou e identificou uma cardiomiopatia, uma doença cardíaca que o impede de seguir como atleta profissional de futebol. Isso foi estabelecido agora.

A partir do momento que se estabeleceu, nossos primeiros cuidados foi discutir com o próprio médico pessoal do atleta e também com uma terceira pessoa, um terceiro profissional, para ouvir a opinião, discutir sobre o diagnóstico e a conduta que deveria ser tomada. Houve uma unanimidade sobre a conduta, que decidiu por abreviar, do ponto de vista da continuidade, a carreira do Adilson como atleta de futebol”, explicou Haroldo Aleixo, cardiologista do Atlético.

Adilson não escondeu a emoção ao confirmar a aposentadoria. O agora ex-jogador agradeceu o apoio de todos no clube, e recebeu o abraço dos seus companheiros de equipe ao fim das declarações. “Eu vim aqui só agradecer por todo o apoio, todo o suporte do departamento médico do Atlético, diretoria e presidente, que não estava no Brasil, mas fez questão de me ligar e me dar todo o apoio.

Agradecer a todos (os companheiros de Galo) que estão aqui. É isso que me fortalece”, começou por falar. “Só tenho a agradecer, até então aqui tem sido tudo maravilhoso na minha vida pessoal e esportiva. Minha filha vai nascer dia 22. Tenho muitos motivos pra seguir, pra ser feliz”, continuou, já com a voz embargada. “Eu achei que ia ser mais fácil, que eu ia chegar aqui e ia ser mais fácil falar alguma coisa.

Sei que minha família está sofrendo, todos estão sofrendo. Realmente peço que respeitem todo esse processo, como têm me respeitado até então, agradeço todo esse respeito que tiveram por mim. A vida vai seguir, com minha filha chegando, vou estar aqui junto dessa rapaziada, que tenho como irmãos”, disse. “Acredito muito neles, eles ainda são a última chance que eu tenho de ganhar um troféu grande.

Ainda tenho essa chance, acredito muito neles. Vou estar aqui nesse processo, ganhando ou perdendo, vou estar junto deles. A todos vocês, muito obrigado por tudo”, se despediu, sem conseguir mais conter as lágrimas. Adilson defendeu apenas três clubes em toda a carreira. O volante começou no Grêmio em 2007 e permaneceu por lá por quatro anos antes de se transferir para o Terek Grozny, da Rússia.

Em 2017 voltou para o Brasil para vestir a camisa do Atlético, seu último clube.

O Gol