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Empresas do DF têm taxa de sobrevivência acima da média nacional

EMPREGOS DFO casal Tânia Gomes e Valdemiro de Souza comanda um dos maiores empreendimentos de beleza em Samambaia Norte. O prédio tem 740m² e oferece serviços de cabeleireira, manicure, pedicure e atenção especial para as noivas

De cada dez empresas que nascem no Distrito Federal, oito conseguem seguir com o negócio adiante e superam os primeiros dois anos. A chance de um empreendimento prosperar na capital do Brasil é muito maior do que em outras unidades da federação e acima da média nacional: sete em cada 10. No DF, a taxa de sobrevivência é a segunda mais alta do país, ficando atrás de Minas Gerais e empatada com a Paraíba. Essa perspectiva positiva fez com que mais empreendedores brasilienses apostassem na própria empresa como maneira de ganhar dinheiro. Este ano, o número de estabelecimentos deve chegar a 152 mil unidades. De 2012 até agora, 31,9 mil empresas abriram as portas.

A formalização, nos últimos anos, foi impulsionada por empresários instalados em regiões fora do Plano Piloto, especialmente, em áreas com Índice de Desenvolvimento Urbano (IDH) baixo, como Itapoã, Estrutural, Planaltina e Ceilândia. A facilidade de adquirir o cadastro de pessoa jurídica (CNPJ) por meio da categoria de empreendedor individual (EI) é um dos responsáveis pelo salto crescente de empresas cadastradas.

Os empreendedores locais viram no registro a possibilidade de se aventurar no próprio negócio ou de melhorar o informal existente. “O processo de formalização está diluído em todo o DF. Com certeza, o impacto maior foi a descentralização do Plano Piloto. Essa descentralização beneficia todas as regiões”, analisa Valdir Oliveira, superintendente do Sebrae no DF. Segundo ele, em 2012, 85% dos atendimento do Sebrae foram fora do Plano Piloto. “Isso comprova que as economias das nossas regiões administrativas estão cada vez mais pujantes e demandando nossos serviços”, observa Oliveira.

Há dois anos, o morador da QNQ 3 de Ceilândia Norte Carlos José da Silva, 54 anos, comemora a formalidade do negócio, uma loja de doces localizada nos fundos de sua casa e que dá para a porta da Escola Classe 61. “Após transformar o negócio em uma empresa legal passei a dormir tranquilo, pois tenho certeza de que a Administração Regional não poderá me impedir de continuar a vender doces”, afirma.

Correio Brasiliense