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Entidades da sociedade civil elaboram plano de segurança público que era responsabilidade do Governo

Anísio Maia oposiçãoO deputado estadual Anísio Maia (PT) relatou na sessão desta terça-feira (03/06) na ALPB a reunião realizada ontem no Ministério Público Estadual para tratar sobre a segurança pública. Convocada pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos, a reunião contou com a presença de várias entidades que lidam com o tema, com o objetivo de debatê-lo sob a ótica da participação popular.

 

“Esta Casa cobrou, por meio de um projeto de nossa autoria, a criação de um conselho estadual de segurança pública, isso ainda no início deste Governo, condição obrigatória para celebrar parcerias com o Governo Federal nesta área. Porém, o governador demorou um ano e meio para criar este Conselho e depois não o ativou. Apenas uma reunião foi feita, com o intuito de gerar uma ata e apresentá-la ao Governo Federal para comprovar sua existência”, apontou o deputado.

 

Os membros do Conselho cobram agora pelo menos uma segunda e última reunião antes do fim da atual gestão do Estado. “Uma reunião na entrada e outra na despedida. Isto é uma prova de que este Governo não tem compromisso com a segurança pública, não quer discutir com a sociedade o tema. Conselho criado com toda pompa num ato no Espaço Cultural com uma palestra de seu candidato a presidente da República. Parece que aquilo foi só mesmo uma ação promocional”.

 

Na reunião de ontem, foram formados sete grupos de trabalho, com pessoas comprometidas em levar à frente este debate: representantes da Universidade Estadual, OAB, movimentos em defesa dos Direitos Humanos, da criança e do adolescente, da educação da juventude, Polícias Militares e Civis, etc. Ao final, foi apresentado um plano de segurança pública, já que o Governo não fez.

 

“Vamos convocar uma sessão especial para que este plano seja apresentado publicamente e de forma democrática. Não podemos conceber segurança pública sem ouvir as lideranças comunitárias, representantes das escolas públicas, enfim, todas as pessoas que tenham uma contribuição relevante sobre o tema, incluindo, claro, os participantes desta reunião no Ministério Público”, destacou Anísio.

 

Assessoria