Entrega da P-57 foi antecipada por causa de campanha de Dilma, diz delator

Entrega da P-57 foi antecipada por causa de campanha de Dilma, diz delator

p-57O ex-representante da SBM no Brasil, Julio Faerman, disse que a antecipação da entrega à Petrobras da plataforma P-57, instalada no litoral Sul do Espírito Santo, em 2010, ocorreu para beneficiar a candidatura de Dilma Rousseff (PT) nas eleições presidenciais daquele ano.
A afirmação, feita em acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, foi divulgada pela GloboNews.
Previsto, inicialmente, para dezembro de 2010, o projeto foi entregue em 7 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial. A plataforma foi “batizada” pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Angra dos Reis, no litoral Sul do Rio de Janeiro.
De acordo com a delação premiada, a antecipação “ocorreu para que a cerimônia de entrega pudesse ser feita antes das eleições presidenciais. Perguntado, Faerman afirmou que a antecipação de quase três meses é considerável, porque normalmente existe bônus para antecipações de cerca de 20 dias. A Petrobras pagou pela antecipação, havendo aditivo contratual para isso, tendo ouvido falar em US$ 25 milhões”.
A plataforma opera desde 2010 no campo de Jubarte, no Parque das Baleias. O contrato de engenharia, suprimento e construção da P-57 foi assinado em 2008 com a SBM. O valor do contrato foi de R$ 1,2 bilhão e, segundo funcionários da SBM, a propina nesse FPSO teria sido de R$ 36,3 milhões.
Faerman era o representante no Brasil da holandesa SBM Offshore, empresa que alugava navios-plataforma para Petrobras. Na delação, ele afirmou também que pagou US$ 300 mil para a campanha presidencial do PT, através de uma conta do ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco na Suíça.
Gazeta Online