Equador decreta estado de exceção para conter protestos contra alta de 123% da gasolina

Equador decreta estado de exceção para conter protestos contra alta de 123% da gasolina

Protestos contra aumento da gasolina no Equador  Foto: AP Photo/Dolores Ochoa

O aumento decorre da retirada de subsídios da gasolina, que vigorava no país há 40 anos, depois de o Equador ter fechado um acordo de US$ 2 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Abaixo o paquetaço”, gritavam os manifestantes nos arredores da Praça de Armas de Quito, na qual está localizado o Palácio de Carondelet, sede do Executivo.

A polícia e o Exército foram destacados para proteger o local. O Estado de exceção é válido por 60 dias, prorrogáveis por mais 30.

Manifestantes ameaçam parar o Equador

Motoristas de táxi e caminhoneiros lideram os protestos. Terminais de ônibus estão fechados. Manifestantes ergueram barricadas com pneus queimados e lixo nas ruas de Quito.

“Vamos parar esse país até que o governo desista do decreto” ameaçou o líder dos transportistas Abel Gómez.

Moreno diz que o fim dos subsídios combaterá o contrabando de combustível e incentivará a economia.

Protestos contra alta da gasolina em Quito
Protestos contra alta da gasolina em Quito   Foto: Rodrigo BUENDIA / AFP

Moreno rompeu com Rafael Correa após a posse

Moreno assumiu a presidência em 2017, apadrinhado politicamente pelo ex-presidente Rafael Correa. No poder, rompeu com o antecessor e se aproximou da oposição.

Para reverter a crise econômica produzida pelo fim do ciclo das commodities, tomou medidas econômicas impopulares. / AFP e EFE

Protestos contra alta da gasolina no Equador
Protestos contra alta da gasolina no Equador  Foto: Rodrigo BUENDIA / AFP

Estadão