Estresse pode dificultar a gravidez, diz pesquisa - :: Paraiba Urgente :: Portal de Notícias

Estresse pode dificultar a gravidez, diz pesquisa

mulher grávidaO estresse pode aumentar o risco de uma mulher sofrer com infertilidade, sugere nova pesquisa da Ohio State University College of Medicine. Para chegar aos resultados, os autores olharam para os níveis de uma enzima ligada ao estresse na saliva de mulheres que estavam tentando engravidar. Os resultados do estudo foram publicados dia 24 de março na revistaHuman Reproduction.

A equipe coletou dados de cerca de 500 casais que foram recrutados a partir de municípios específicos em Texas e Michigan. A enzima analisada foi a alfa-amilase, que é secretada na boca e ajuda o corpo começa a digerir os carboidratos. Ela também está ligada ao sistema deestresse, na parte de luta ou fuga.

Dos cerca de 400 casais que completaram o estudo, 87% das mulheres ficaram grávidas. Após o ajuste para idade, raça, renda e do uso de álcool, cafeína e cigarros, os pesquisadores descobriram que as mulheres com os níveis mais altos de alfa-amilase apresentaram uma probabilidade 29% menor de gravidez em comparação com as mulheres que tinham os níveis mais baixos da enzima. Isso significa que mulheres com níveis mais elevados do biomarcador tiveram o risco até duas vezes maior de infertilidade.

As mulheres tomaram amostras de saliva duas vezes – no início do estudo e novamente depois que elas tiveram seu primeiro período menstrual. Eles acompanharam os casais durante um período de 12 meses.

Os cientistas afirmam que os resultados não sugerem que o estresse por si só é a razão pela qual uma mulher não pode engravidar. No entanto, o estilo de vida deve ser levado em conta caso uma mulher não esteja conseguindo engravidar.

Conheça os hábitos que comprometem a fertilidade da mulher 
Para muitas mulheres com problema de fertilidade, ter um filho é uma realidade distante. Mas os vilões dessa frustração podem estar bem mais próximos do que se imagina. Tabagismo, sedentarismo, obesidade e estresse são apenas alguns dos fatores que atrapalham o sonho de ter um bebê. “Qualquer fator que altere o funcionamento normal do organismo da mulher pode provocar irregularidades reprodutivas, inclusive a poluição e o estresse”, explica Renato Fraietta, urologista do setor de reprodução humana da Unifesp. Para Joji Ueno, especialista em reprodução humana, a infertilidade feminina é resultante de uma série de fatores que fazem parte do dia a dia: “Idade avançada e doenças como a endometriose ainda são as principais causas do problema, mas agentes externos e hábitos de vida são determinantes quando o assunto é reprodução”, explica. Descubra os fatores mais comuns:

Evite a poluição - Foto: Getty Images

Evite a poluição
Segundo o especialista da Unifesp, ainda não há comprovação científica sobre a interferência da poluição atmosférica na saúde feminina, o que não elimina a possibilidade de haver, de fato, uma relação próxima entre esses dois aspectos.

Tanto para Renato quanto para Joji, a poluição pode alterar os níveis de hormônios femininos de modo a causar certo desequilíbrio, proporcionado um aumento na possibilidade de ocorrer infertilidade. “A relação entre poluição e infertilidade é bastante coerente com o que os médicos pensam sobre a interferência de aspectos externos na saúde da mulher. Ela se encontra em equilíbrio. Quando exposta à poluição sonora, do ar e até visual, seu organismo tenta se adaptar à nova realidade e isso exige, obrigatoriamente, uma alteração hormonal. Por isso que acreditamos que a infertilidade seja maior em mulheres nas grandes cidades”, explica Renato.

Joji acredita que tudo o que leva ao desequilíbrio gera infertilidade: “A exposição a situações anormais de sobrevivência alteram a quantidade e a qualidade da ovulação, podendo haver mais ou menos ciclos menstruais férteis ao longo da vida da mulher”, afirma.

Uol