EUA avaliam cobrar da China títulos da era imperial

EUA avaliam cobrar da China títulos da era imperial

Os Estados Unidos avaliam cobrar o valor de títulos chineses emitidos no início do século XX durante a era imperial. Os valores atuais dos títulos passam de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 4,16 trilhões).

No início do século XX, o governo imperial chinês tinha como um de seus objetivos expandir a malha ferroviária de seu país. Sem recursos suficientes, o Império decidiu emitir títulos públicos para arrecadar recursos.

Em 1949, o governo imperial foi derrubado, dando lugar aos revolucionários comunistas chineses. As dívidas contraídas pelo governo anterior não foram assumidas pelo novo poder comunista.

Cobrando da China

Após um século, os donos dos títulos da China imperial pensam em exigir de Pequim o valor atualizado de seus títulos. Ao que parece, eles não estão sozinhos neste barco. Segundo informou a agência Bloomberg, o governo americano analisa a possibilidade de cobrar da China o valor dos títulos públicos imperiais que não chegaram a ser pagos na época.

De acordo com cálculos feitos pelos detentores dos títulos, seu valor pode passar de um trilhão de dólares (cerca de R$ 4,16 trilhões). A soma foi avançada à Bloomberg por Jonna Bianco, uma das líderes de uma organização que busca o pagamento dos títulos.

Para Mitu Gulati, professor de Direito da Universidade Duke, Estados Unidos, a probabilidade dos papéis serem pagos é remota, embora, do ponto de vista jurídico, tais dívidas sejam perfeitamente válidas nos dias atuais.

“Eu acho que todo mundo que trabalha para Trump no Tesouro acha isso uma loucura”, mas, por outro lado, “no nível do Direito esses débitos são totalmente válidos”, disse Gulati na mesma matéria da Bloomberg.

Desde 2018 que os Estados Unidos e a China têm vivido uma guerra comercial. Washington estabeleceu tarifas na casa dos 25% a 818 produtos importados da China. A reação chinesa foi recíproca. A guerra tem gerado um clima de instabilidade financeira e quedas em algumas bolsas de valores.

Sputnik