João Pessoa 20/03/2019

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Ex-cantor da banda Nouvelle Cuisine é encontrado morto em SP

Músico, arquiteto e artista plástico fez sucesso no fim dos anos 1980 e início dos 1990 com releituras de standards de jazz

Omúsico, arquiteto e artista plástico Carlos Fernando Nogueira, ex-vocalista da banda Nouvelle Cuisine, foi encontrado morto em seu apartamento, no centro de São Paulo, nesta quarta (6). Segundo vizinhos, o corpo do artista foi encontrado no quarto de seu apartamento e há sinais de que ele havia morrido há dois ou três dias.

Ainda não há informações sobre o velório ou a causa da morte do artista.

Nascido em 1959, Carlos Fernando cantou em dois discos do grupo de música instrumental Nouvelle Cuisine.

Formado por músicos como o baterista e vibrafonista Guga Stroeter e o guitarrista Maurício Tagliari, hoje diretor da gravadora YB Music, o conjunto fez sucesso no fim dos anos 1980 e início dos 1990 com releituras ousadas e ‘pós-modernas’, na definição de Stroeter, de standards de jazz.

O conjunto foi criado em 1997 a partir de sessões de improvisação na casa de Stroeter, que era amigo de Carlos Fernando dos tempos de escola no Colégio Equipe -mais ou menos a mesma turma de outros nomes que viriam a trilhar carreira artística, como Arnaldo Antunes e Paulo Miklos, que mais tarde formariam os Titãs.

A banda logo fez sucesso na noite paulistana e acabou contratada pela gravadora Warner, sob a qual lançou dois álbuns: “Nouvelle Cuisine” (1988) e “Slow Food” (1991).

Durante seu auge, do fim dos anos 1980 até meados dos anos 1990, a banda de jazz chegou a fazer parcerias com grandes nomes da MPB, como Angela Maria, que cantou a música “Bons Amigos” com o grupo, e Gal Costa, que interpretou a faixa “Notas” no segundo disco do conjunto, “Slow Food”.

Após esse segundo trabalho, Carlos Fernando começou uma carreira solo, ainda em paralelo com a banda, da qual posteriormente se separou, mantendo os relacionamentos com os amigos.

O Nouvelle Cuisine ainda lançaria mais dois discos -“Novelhonovo”, em 1995, pela gravadora Eldorado, e “Free Bossa”, em 2000, pela Brazil Music- e uma coletânea de sucessos e raridades.

No período solo, Carlos Fernando gravou e fez shows com nomes como a cantora Marisa Monte e o violonista Toninho Horta.

Como artista gráfico, Carlos Fernando foi o responsável pela direção artística de livros de poesia e de álbuns como “Fina Estampa” (1994), de Caetano Veloso.

Nos últimos anos, Carlos Fernando foi coordenador de arquitetura e identidade visual da Secretaria de Estado da Cultura e da Poiesis.

Nesse posto, ele foi autor do projeto de reforma arquitetônica e museográfica da Casa Guilherme de Almeida, antiga residência do poeta, no bairro Pacaembu, em São Paulo.

Em junho de 2012, Carlos Fernando foi cocurador e museógrafo da exposição “De uma Estrela a Outra”, sobre o poeta Giuseppe Ungaretti, na Casa das Rosas.

Com informações da Folhapress.